
Depois de 26 dias de tratamento veterinário, uma tartaruga-cabeçuda foi devolvida ao oceano no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O animal marinho, resgatado debilitado em 17 de outubro, na praia de Mariluz, em Imbé, ficou sob os cuidados da equipe do Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (Ceram), do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Depois de uma série de exames e tratamento, a equipe do Ceram, liderada pelo médico veterinário Derek Blaese, considerou que a tartaruga, que pesa aproximadamente 50 quilos, estava em condições de retornar ao mar. Os profissionais a soltaram em Tramandaí, próximo à imagem de Iemanjá, na última terça-feira (11), permitindo que o animal voltasse ao seu habitat: a imensidão do oceano.
Veja o momento da soltura da tartaruga
Resgate em Imbé
A tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) foi encontrada nas proximidades da guarita 123, na Praia de Mariluz, em Imbé. O animal apresentava sinais de fraqueza. A ação foi coordenada por servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Proteção Animal e Agricultura (SEMMAPA). Relembre aqui.

Os encalhes de tartarugas no Litoral do RS
O médico veterinário Derek Blaese, do Ceclimar, contou ao portal Litoral na Rede que a avaliação da tartaruga apresentou indícios de que ela sofreu afogamento. O especialista em animais marinhos e silvestres salientou ainda que tartarugas marinhas, em geral, não costumam sair do mar no Litoral do Rio Grande do Sul e, normalmente, quando são vistas na beira da praia, estão debilitadas ou mortas.
“As tartarugas marinhas saem do mar para a terra só nos casos de desova. E aqui no Rio Grande do Sul não é um local de ocorrência comum [de desova]. No Brasil, a gente tem desova de tartaruga a partir do Rio de Janeiro para cima. São raros os episódios em São Paulo, no Paraná, em Santa Catarina e aqui no Rio Grande do Sul”, explicou Derek.
Na costa gaúcha, os casos mais comuns envolvem encalhes de tartarugas já mortas. “A gente encontra alguns animais dessas espécies mortos aqui na praia, principalmente por interação com artefatos da pesca, em processos de pesca”, enfatizou.










