VÍDEO: reabilitação de animais marinhos para a volta ao oceano

VÍDEO: reabilitação de animais marinhos para a volta ao oceano

Reportagem do Litoral na Rede acompanhou o tratamento de pinguins e de um lobo-marinho no Centro de Reabilitação do Ceclimar, em Imbé; assista

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Pinguim é examinado no Centro de Reabilitação de Animais Marinhos, em Imbé. Foto: Rafael Ribeiro / Litoral na Rede

Referência no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (Ceram), do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar/UFRGS), tem a maior demanda durante o inverno. Nesse período, várias espécies migram para o litoral brasileiro em busca de alimento e muitas vezes precisam de atendimento especializado.

É o caso dos pinguins-de-Magalhães e dos lobos-marinhos, que são mais frequentes na costa gaúcha. Em muitos casos, esses animais encalham machucados e debilitados. No caso dos lobos e leões-marinhos, alguns acabam feridos, especialmente por ataques de cães, durante o período em que descansam na praia antes de seguir viagem.

Durante ações de monitoramento, ou quando são acionados pela comunidade, os órgãos ambientais avaliam a necessidade e a possibilidade de deslocamento desses animais até o Ceram, localizado em Imbé. No serviço especializado, o médico veterinário Derek Blaese trabalha para salvar os bichos e devolvê-los ao mar, junto com profissionais terceirizados e estudantes bolsistas do curso de Biologia Marinha.

Os jornalistas Rafael Ribeiro e Ticiano Kessler, do portal Litoral na Rede, visitaram o Ceram e acompanharam o trabalho da equipe para reabilitar dois pinguins e um lobo-marinho. Assista:

Quando os animais são encaminhados para o Centro de Reabilitação

A remoção de um animal marinho para o Ceram é avaliada pelos órgãos ambientais, como a Patrulha Ambiental (Patram), a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e o Ibama. A equipe do Ceclimar realiza monitoramentos da orla e atende os animais encaminhados por esses órgãos.

Lobo-marinho em recinto do Ceclimar na fase final de reabilitação antes de voltar ao oceano. Foto: Rafael Ribeiro / Litoral na Rede

O médico veterinário Derek Blaese salienta que a necessidade de atendimento varia conforme as espécies:

“Se tu encontrares um pinguim, alguma outra ave ou uma tartaruga marinha, certamente eles vão estar debilitados, porque eles não param na praia e não se deixam ser capturados quando estão com uma condição corporal boa”, explicou.

Em relação aos lobos e leões-marinhos, a situação deve ser avaliada com mais cuidado:

“Os pinípedes têm o comportamento de parar na praia e podem ficar descansando durante uns dois, três dias antes de voltar para o mar. Alguns desses animais estão debilitados, esses sim precisam ser capturados e trazidos para cá, mas a maioria está apenas descansando”, orientou Derek.

Galeria de imagens do Centro de Reabilitação

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Foto: Rafael Ribeiro / Litoral na Rede
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Foto: Rafael Ribeiro / Litoral na Rede
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Foto: Rafael Ribeiro / Litoral na Rede
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Foto: Rafael Ribeiro / Litoral na Rede

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