
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Polícia de Cidreira, deflagrou nesta terça-feira (9) a Operação Fake Rosa, que resultou na prisão preventiva de um homem investigado por estupro de vulnerável virtual contra uma menina de 10 anos moradora de Cidreira. O suspeito foi localizado e preso na cidade de São Paulo (SP) [veja o vídeo no final desta reportagem].
A investigação teve início em março de 2026, após o pai da vítima procurar a Delegacia de Polícia de Cidreira para denunciar o caso. Conforme a investigação, o homem utilizava perfis falsos para se passar por Giovana, integrante do Grupo dos Rosa, coletivo de influenciadores infantis ligado à influenciadora Emilly Vick, que conta com mais de 11 milhões de seguidores em apenas uma de suas redes sociais.
Segundo informações apuradas pela reportagem do portal Litoral na Rede, o investigado utilizava fotografias de uma mulher e se apresentava como empresária do grupo de influenciadores. A partir dessa falsa identidade, ele ingressava em grupos de WhatsApp frequentados por crianças e adolescentes, oferecendo supostas oportunidades profissionais.
Abordagem
A vítima, uma menina de 10 anos de Cidreira, foi convencida de que poderia assinar um contrato com o grupo e receber dinheiro e um iPhone. Inicialmente, ela enviou vídeos comuns, conforme solicitado pelo suposto recrutador. Com o passar do tempo, porém, os pedidos se tornaram cada vez mais invasivos.
De acordo com a investigação, o suspeito passou a solicitar imagens e vídeos íntimos da criança, alegando que outras meninas já haviam enviado materiais semelhantes e recebido os benefícios prometidos. Em seguida, passou a exigir conteúdos cada vez mais explícitos de natureza sexual.
Em determinado momento, a menina percebeu que não estava conversando com uma empresária ligada ao grupo de influenciadores. Ela bloqueou o contato e contou o ocorrido ao pai, que procurou a Polícia Civil.
A partir da denúncia, a equipe da Delegacia de Polícia de Cidreira, coordenada pelo delegado Marco Swirski, iniciou uma série de diligências para identificar o responsável pelos perfis falsos. Durante a investigação, os policiais descobriram que o suspeito era um cantor de trap residente em São Paulo. Ele não teve o nome divulgado.
Após a coleta de provas, a Polícia Civil representou pelas medidas cautelares cabíveis e obteve a decretação da prisão preventiva do investigado.
Policiais gaúchos viajaram até São Paulo
Para cumprir o mandado judicial, três agentes da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e o delegado Marco Swirski deslocaram-se até a capital paulista. A operação contou com o apoio da 4ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, unidade especializada no combate à pedofilia.
Depois de diversas diligências, os policiais localizaram o suspeito e apreenderam com ele diversos dispositivos eletrônicos. A suspeita é que o material era utilizado para armazenamento de conteúdo de pedofilia, o que será confirmado com a perícia completa.
De acordo com a Polícia Civil, os crimes apurados até o momento são o estupro de vulnerável, produção de conteúdo de pornografia infantil, armazenamento de conteúdo de pornografia infantil e aliciamento de criança para fins libidinoso.
As investigações prosseguem para identificação de possíveis novas vítimas e de outros envolvidos nos fatos.










