
Uma cena inusitada e marcante transformou o fim de ano de uma família que passava o Réveillon em Tramandaí em um momento que dificilmente será esquecido. Durante a manhã da última quarta-feira (31), um elefante-marinho, escoltado pela Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram), avançou pela orla em direção ao mar e acabou passando muito próximo — e até por baixo — do gazebo onde o grupo estava reunido na praia.
Rosana Cidade contou à reportagem do Litoral na Rede que ela e outros 11 familiares vieram de Porto Alegre para passar uma semana no Litoral Norte. A família havia alugado uma casa próxima à praia e já acompanhava a presença do animal nos dias anteriores [assista ao vídeo no final da reportagem].
Segundo ela, o elefante-marinho já havia sido visto outras vezes entrando e saindo do mar, sempre pela beira da água. No dia da cena mais impressionante, o grupo se organizava para um churrasco próximo às dunas quando percebeu uma movimentação diferente na praia.
“Quando a gente chegou nesse dia, pra fazer o churrasco, nos instalamos ali próximo às dunas. E quando vimos a população toda dizendo que o elefante-marinho estava atravessando a rua, a gente levantou pra espiar”, contou.
Medo? Que nada!
A família então percebeu que a Patrulha Ambiental já acompanhava o animal, orientando as pessoas para que ele pudesse retornar ao oceano com segurança. Ao notar que o elefante-marinho vinha exatamente na direção onde estavam instalados, começou uma rápida reorganização na areia.
“Foi aí que a gente viu onde tinha alguns guarda-sóis disponíveis para retirada mais fácil. A gente tirou o pessoal que estava ao nosso lado e colocou tudo embaixo do nosso gazebo”, explicou Rosana. “Ele veio reto em direção ao nosso gazebo. Daí foi meio que correria, porque estava tudo ali. A gente começou a tirar tudo correndo, mas aguardamos. Não tivemos medo”, completou.
Ela conta que a família já sabia que o elefante-marinho estava no litoral para realizar a troca anual de pele, o que ajudou a manter a calma. No meio da movimentação, um detalhe virou até motivo de risada depois do susto.
“Ele foi vindo devagarzinho, e a gente foi abrindo espaço, abrindo caminho, e pedindo para que quem estivesse em volta abrisse também. A única coisa que a gente esqueceu foi o chinelo do meu esposo. Ele, inclusive, deitou em cima. Ele ficou de boa”, contou Rosana, aos risos.
Pausa na sombra
O elefante-marinho chegou a parar por alguns minutos próximo ao gazebo, jogando areia sobre o corpo para se refrescar após atravessar o asfalto quente. Apesar da surpresa, o sentimento predominante foi de encantamento, especialmente entre as crianças. Para Rosana, o episódio representou um privilégio raro em meio à natureza.
“A gente se sentiu realmente privilegiado. Por toda a extensão da praia, ele acabar escolhendo o nosso gazebo para passar. A gente se sentiu bem presente na natureza. Foi bem legal, a gente se sentiu sortudos e privilegiados nesse momento”, concluiu.
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