
Três moradores de um edifício localizado na Avenida Beira-Mar, em Tramandaí, se uniram para proteger um ninho de coruja-buraqueira nas dunas. Ao perceberem que o local escolhido pela ave para colocar os ovos estava sob ameaça, em razão da grande movimentação para acesso à praia e da presença constante de curiosos, os voluntários entraram em ação.
A reportagem do portal Litoral na Rede acompanhou, no último domingo (4), o analista de sistemas Ricardo de Oliveira Martins, o zelador Danilo Arruda e a diarista Taiane Kersting durante a instalação de uma proteção improvisada no entorno do ninho. Com pedaços de madeira e tela, eles isolaram a lateral do buraco escavado pela coruja, especialmente no trecho mais próximo de uma trilha utilizada para acesso à praia.
O ninho fica nos cômoros entre as avenidas da Igreja e Ubatuba de Farias e já é monitorado há anos pelos moradores. Desta vez, no entanto, eles avaliaram que o risco era maior e decidiram instalar uma barreira física para evitar danos.
Ricardo relatou ao Litoral na Rede que havia muitas pessoas se aproximando do local, pisoteando a área e provocando o desmoronamento do ninho.
“Gritamos com eles e descemos para colocar uma telinha de proteção. Vamos ver se isso protege um pouco das pessoas que passam pela trilha, que nem deveriam passar; o correto seria utilizar a passarela aqui do lado”, contou.
Assista à reportagem em vídeo
Coruja-buraqueira

A coruja-buraqueira tem presença marcante no Litoral Norte do Rio Grande do Sul e ocorre de forma abundante em todo o Brasil, sendo encontrada desde o Canadá até o sul da Argentina. Também conhecida como coruja-do-campo, a espécie mede entre 19 e 28 centímetros e pesa aproximadamente entre 110 e 265 gramas, conforme informações do portal Fauna Digital RS, da UFRGS.
“O termo ‘buraqueira’ refere-se ao hábito da espécie de cavar buracos no solo ou utilizar galerias abandonadas por outros animais para fazer seus ninhos”, explica a plataforma.
O período reprodutivo da coruja-buraqueira ocorre entre a primavera e o verão, coincidindo com a época de maior movimento nas praias gaúchas, quando muitas pessoas circulam pelas dunas — locais frequentemente escolhidos pelas aves para a nidificação.










