
Uma capivara ferida e bastante debilitada foi resgatada na manhã desta segunda-feira (1º) em um condomínio residencial nas proximidades da Lagoa do Peixoto, em Osório. Moradores acionaram o Departamento de Proteção Animal (Depa) do município, inicialmente suspeitando que a lesão pudesse ter sido causada por um disparo de arma de fogo.
A equipe do Depa seguiu até o local e encontrou a capivara em meio a arbustos. Com o uso de equipamentos de imobilização, os profissionais conseguiram retirar o animal com segurança e realizar a primeira avaliação das condições do roedor.
De acordo com a médica veterinária Ana Carla Santos, que participou do resgate, não havia indícios de ferimento por arma de fogo. Segundo ela, a lesão provavelmente foi causada pelo ataque de outro animal, possivelmente um cachorro.
A capivara foi entregue a policiais da Patrulha Ambiental (Patram) da Brigada Militar, que a encaminharam para atendimento especializado no Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar) da UFRGS, em Imbé.
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Maior roedor do mundo
A capivara tem hábitos aquáticos, mas costuma preferir águas calmas, como lagoas. Conforme a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), os animais são considerados os maiores roedores do mundo e podem pesar até 75 quilos.
“O dorso é coberto por pelagem amarronzada, com pelos longos e de textura áspera. Possuem cabeça grande, orelhas pequenas e arredondadas, patas curtas com membrana interdigital nos dedos e cauda vestigial. Alimentam-se de gramíneas e vegetação aquática, inclusive alface-d’água”, descreve o portal Fauna Digital da UFRGS.
Com o avanço das áreas urbanizadas, a espécie tem sido vista com frequência em cidades do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Já houve até registros de resgates de capivaras na beira da praia e no mar na região.










