
A 2ª edição do Tarrafeando, Campeonato Nacional de Tarrafa, movimentou a Barra de Tramandaí neste sábado (16). De acordo com os organizadores, o evento reuniu mais de 100 competidores em um dos cenários mais significativos para a pesca com tarrafa e a interação com botos no Brasil.
Apesar de a tarrafa ser um instrumento de pesca, o desafio do campeonato avalia a habilidade e é realizado na areia. O criador do Tarrafeando, Adriano Carlotto, explica que as redes usadas nas disputas são consideradas as maiores do país.
“Nós mandamos fazer tarrafas muito maiores do que as tradicionais que nós usamos. Então, por exemplo, nós usamos uma tarrafa aí de 30 metros de roda de circunferência para pescar. A tarrafa que a gente está usando para a final é a maior tarrafa do Brasil, que tem 84 metros de circunferência. É quase o triplo”, contou à reportagem do portal Litoral na Rede.
O objetivo principal é garantir a maior abertura da tarrafa na areia para estar entre os campeões. Conforme Adriano, além das categorias profissional e amador para homens, o campeonato abriu espaço para a participação de crianças e mulheres.
Fé e homenagem

Outro destaque desta edição foi a abertura da programação com uma grande demonstração de fé. Um culto reuniu centenas de pessoas no amanhecer deste sábado, na Barra, em uma iniciativa batizada de “O Despertar do Senhor em Tramandaí”.
Além disso, o 2º Tarrafeando rendeu homenagens ao pescador Diego Cunha de Oliveira, o “Big Lu”, que faleceu no fim de abril em um acidente de trânsito. Muito conhecido e admirado na comunidade, Big Lu era presença constante na Barra de Tramandaí, tornando-se uma figura símbolo da tradição pesqueira local. Sua despedida recente emocionou moradores e colegas de profissão.
O evento é promovido pelo projeto Tarrafeando em conjunto com a Prefeitura de Tramandaí, por meio das secretarias de Pesca e Agricultura e de Turismo.
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