
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) informou que a Vara Regional do Meio Ambiente aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) contra o vereador de Cidreira, Everton Oliveira da Costa, conhecido como “Everton Coisa Boa” (PL). Com a decisão, o parlamentar passa à condição de réu no processo.
O vereador é acusado de matar a tiros um cão comunitário no dia 12 de junho, em Cidreira. O animal, conhecido como “Alemão” ou “Branquinho”, era cuidado por moradores da região. A investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Cidreira concluiu que o parlamentar foi o autor do crime, indiciando-o pelos fatos apurados.
O inquérito da Polícia Civil, com o indiciamento do vereador, foi encaminhado ao MPRS em 6 de julho. Com base nas provas reunidas durante a investigação, o órgão apresentou denúncia à Justiça, que foi aceita pela Vara Regional do Meio Ambiente.
Conforme a denúncia apresentada pelo órgão, o suspeito utilizou uma pistola calibre 9 milímetros para efetuar ao menos três disparos contra o cão. O inquérito reúne provas periciais, como o laudo de maus-tratos, imagens captadas por câmeras de monitoramento e relatos de testemunhas.
Everton Coisa Boa nega ter matado o cão comunitário. Em manifestação enviada à reportagem do Litoral na Rede, publicada em 13 de junho, o vereador contestou as acusações e afirmou que não foi o autor da morte do animal.
O processo tramita em segredo de justiça.
A morte do cachorro comunitário
De acordo com o inquérito policial, “Alemão” teria sido atingido pelos disparos em uma garagem nos fundos do estabelecimento comercial do indiciado, localizado na Rua Alfredo Pedro, no bairro Parque dos Pinus. Naquele mesmo dia 12 de junho, policiais militares abordaram o parlamentar e apreenderam com ele uma pistola de calibre 9 milímetros.
A Polícia Civil informou ainda que o corpo do cão foi levado para uma área de mata junto ao cemitério municipal, ação que teria sido realizada por ordem direta do investigado para ocultar o animal.










