Três pessoas são presas pela Força-Tarefa de Segurança Alimentar

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Foto: divulgação Ministério Público RS

A Força-Tarefa de Segurança Alimentar realizou nesta segunda-feira (05) um pente fino em quatro estabelecimentos comerciais, localizados em Cidreira, Imbé e Tramandaí. De acordo com o Ministério Público (MP-RS), foram apreendidas e inutilizadas mais de duas toneladas de carnes e peixes impróprios ao consumo, um estabelecimento foi interditado e três pessoas acabaram presas.

Em Cidreira, dois funcionários da distribuidora KGI, foram presos. O mesmo aconteceu com o proprietário da Casa de Carnes Boi de Ouro (Atacadão), em Tramandaí. Além de ser levado preso pela Força-Tarefa, o estabelecimento acabou sendo interditado pelas autoridades. Em Imbé, foram vistoriadas a Peixaria Imbé e a Peixaria Laureano. Segundo o MP-RS, foram encontrados peixes e carnes sem identificação de origem, armazenados de forma irregular, alimentos com a presença de insetos, além de diversos problemas de infraestrutura e falta de higiene.

A coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Consumidor e da Ordem Econômica, Caroline Vaz, informou que o foco desta vez foram locais onde são comercializadas carnes e pescados e lamentou que foram encontradas irregularidades. “Infelizmente, foi constatada uma ausência de registro dos estabelecimentos e falta de documentação adequada. Também foram identificados produtos vencidos e sem conservação. Percebemos que, apesar de todas as operações feitas, elas ainda são importantes para auxiliar os fornecedores a entenderem qual é o seu papel, e, principalmente, a entregarem um alimento seguro aos consumidores”, concluiu a promotora.

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Foto: divulgação Ministério Público RS

Segundo o delegado  Rafael Liedtke, a finalidade da ação é de coibir a venda de alimentos impróprios aos consumidores gaúchos. “O responsável legal por um frigorífico em Cidreira e o proprietário de um mercado em Tramandaí foram autuados em flagrante pela prática, em tese, de delito contra as relações de consumo, prescrito no inciso IX do artigo 7° da Lei n.° 8.137/90 (cuja pena máxima é de até cinco anos de detenção)” declarou o delegado.

A ação conjunta ocorre por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), agentes do Ministério Público Estadual, Secretaria Estadual de Agricultura e Pecuária, Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal e Patram.

Foto: divulgação Ministério Público RS

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