Tainha ganha cores da seleção brasileira e Festa do Peixe entra no clima da Copa do Mundo

Tainha ganha cores da seleção brasileira e Festa do Peixe entra no clima da Copa do Mundo

Monumento construído há 17 anos no Parque de Eventos de Tramandaí simboliza o principal prato do evento gastronômico e cultural

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Monumento da tainha da Festa do Peixe ganhou cores da seleção brasileira. Foto: Ticiano Kessler / Litoral na Rede

O monumento de uma tainha erguido em 2009 no Parque Municipal de Eventos de Tramandaí ganhou as cores da seleção brasileira para a 34ª edição da Festa Nacional do Peixe, que começa nesta quinta-feira (25) em plena Copa do Mundo. A proposta é unir o evento gastronômico e cultural do Litoral Norte gaúcho ao maior evento esportivo do planeta e estimular a torcida pelo Brasil.

Desde a semana passada, a tainha passou por uma transformação realizada pelo artista plástico Alex Sandro. Foi o mesmo profissional responsável pela pintura do monumento na Festa do Peixe de 2025, quando o peixe em concreto armado recebeu traços multicoloridos no estilo Romero Britto e fez grande sucesso com o público.

A grande tainha, agora no clima da torcida pelo Brasil, foi construída originalmente para a 20ª edição da Festa do Peixe pelo escultor Mário Savedra e pelo arquiteto e urbanista Gilberto Souza, conhecido como Beto, sendo batizada na época de “Tainha Rainha”.

“A tainha foi feita em tempo recorde, em aproximadamente 40 dias. Quando estavam abrindo os portões da Festa do Peixe, nós estávamos terminando de pintar a tainha, de fazer o último retoque de pintura”, recordou o arquiteto em entrevista ao portal Litoral na Rede.

Veja o vídeo da nova pintura da tainha 

Intervenções ao longo dos anos

Beto Souza lembrou a obra original, que ao longo dos anos passou por diversas intervenções — porém, na maior parte do tempo, sendo pintada apenas de cinza, sem uma abordagem artística.

“A proposta foi uma tainha que tivesse a condição de durar, através dos seus materiais e elementos construtivos, uma obra que passasse os tempos e não tivesse nenhum problema de fissura, nenhum problema de rachadura com as intempéries. Então, a gente fez de concreto armado, com o conceito de criar uma tainha que remetesse à leitura e textura de uma tainha da lagoa, e a pintura tivesse todo esse visual orgânico”, salientou.

Outras curiosidades sobre o monumento

Tainha da Festa do Peixe foi construída em 2009. Foto: Arquivo

De acordo com Beto Souza, além da estética, a obra foi planejada para ser funcional, contando com barbatanas que servem de assento para que os visitantes possam tirar fotos. Até a posição em que foi estruturada carrega um significado: “A cabeça da tainha entrando para a parte gastronômica, marcando a entrada no pavilhão da gastronomia da Festa do Peixe”, contou.

O arquiteto avalia de forma positiva a releitura temática realizada neste ano. “A textura é bem parecida com a que a gente fazia, que é uma tainha prateada, tons de prata, cinza escuro e cinza claro, e puseram a camiseta do Brasil. Eu acho legal, gostei do que fizeram”, concluiu.

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