
Falar sobre o ser humano é falar de subjetividade e de todas as variáveis que permeiam a história, meio e identidade que fazem parte do seu contexto.
E quando se trata de saúde mental exploramos um terreno ainda mais sinuoso, pois não se trata apenas de olhar para os critérios que fazem parte de uma doença, mas de tudo o que está envolvido e se relaciona à jornada e experiências vividas pelo paciente.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entende-se como saúde o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas como a ausência de doença ou enfermidade.
Ou seja, não necessitamos da definição de um diagnóstico para reconhecermos quando há um desequilíbrio junto às nossas emoções.
É possível aprendermos a conhecer melhor nosso funcionamento e identificar alguns sinais que apontam para uma desordem emocional.
As mudanças repentinas de humor, o desinteresse por coisas que já foram prazerosas, a sensibilidade excessiva são pontos de atenção para uma avaliação.
A grande maioria das emoções são aceitáveis e até mesmo necessárias para nosso crescimento, mas a falta ou excesso delas é que direciona para um quadro sintomático.
Afinal, qual a linha que separa o “saudável” do patológico? Quais são os sinais que realmente manifestam um transtorno psíquico? Quando é hora de procurar ajuda?
Refletir sobre essas questões já sinalizam discernimento e lucidez. Até porque, quem busca tratamento são aquelas pessoas que querem tratar o sofrimento, buscam autoconhecimento e amadurecimento emocional, pilares para uma vida mais feliz e mais saudável.
Aline Rossoni é psicóloga clínica e organizacional, especialista em gestão de pessoas, consultora empresarial e atua na implantação da NR1. Entre em contato.
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