Saiba como está a qualidade da água em rios e lagoas do Litoral Norte

Compartilhe

Lagoa do Armazém, Tramandaí. Foto: Divulgação Prefeitura de Tramandaí / Arquivo

O Departamento de Qualidade Ambiental (DQA) da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) divulgou o novo Relatório da Qualidade da Água Superficial do Estado do Rio Grande do Sul. O documento, publicado na última semana, traz uma análise dos dados de qualidade da água de rios e lagos nas regiões hidrográficas do Litoral, do Guaíba e do Uruguai.

As análises realizadas em 2019 concluíram que a Bacia do Rio Tramandaí apresenta padrão bom de qualidade da água. Na região, são feitas coletas na Lagoa Tramandaí, na Lagoa Itapeva, na Lagoa Fortaleza, na Lagoa dos Quadros, no Rio Maquiné, na Lagoa Palmital, na Lagoa da Pinguela, na Lagoa Rincão das Éguas e no Canal da Lagoa Cerquinha.

A classificação de qualidade de águas é dividida em cinco níveis. A Classe Especial, que envolve rios e lagos em áreas preservadas, e depois as Classes 1, 2, 3 e 4. Quanto maior o número pior a qualidade.

São analisados cinco parâmetros: a quantidade de Oxigênio Dissolvido (OD), a Demanda Bioquímica de Oxigêno (DBO), o Fósforo Total (substância que normalmente resulta do tratamento de esgoto), a presença da bactéria Escherichia coli (E. coli) e Nitrogênio Amoniacal, normalmente procedente de esgotos sanitários.

Em relação à Bacia do Rio Tramandaí o relatório informa que, “os parâmetros OD, DBO e Nitrogênio Amoniacal apresentam valores compatíveis com a Classe 1 na maioria das amostras analisadas. A E. coli permanece na Classe 1 em 85% das amostras; em apenas 5% dos casos, o limite máximo previsto na legislação é superado. O Fósforo Total, uma vez mais, aparece com o parâmetro com o maior registro de valores com baixa qualidade ( aproximadamente 25% dos dados inferiores a pior Classe)”.

O diretor técnico da Fepam, o engenheiro químico Renato das Chagas e Silva, salientou que essa região ainda tem boa condições. “A sazonalidade e as ações de saneamento no Litoral Norte têm mantido a situação ainda estável e sob controle. São águas sem pressão antrópica, desde a questão urbana até a questão rural. Essas lagoas são bastante preservadas”, afirmou.

O engenheiro químico alerta que é importante manter esta situação sob controle, principalmente em função do crescimento urbano do Litoral Norte.  “O que pode comprometer as águas interiores da região, basicamente vai ser o crescimento das cidades, a ocupação do solo. Mas no momento esse crescimento ele vem acompanhado de saneamento básico”, avaliou.

Litoral Médio

A Bacia Hidrográfica do Litoral Médio envolve as lagoas da parte mais ao Sul da região denominada Litoral Norte. Nesta área é analisada a qualidade da água nas Lagoas da Figueira, São Simão, do Peixe, dos Barros e o Rio Capivari.

Nessa bacia, o relatório aponta que os padrões de qualidade da água são de ruim a péssimo. Nas análises da presença da bactéria E. coli, há grande variação, com pontos considerados de Classe 1 e outros Classe 2 e 3. “No Litoral Médio, o Fósforo Total é um parâmetro crítico, comprometendo cerca de 50% das amostras, inclusive, para os usos menos nobres”, informa o documento.

Em relação aos parâmetros DBO e Nitrogênio Amoniacal, “apresentam valores compatíveis com a Classe 1 em todas as amostras analisadas”. Já o OD esteve na Classe 1 em 70% das amostras. Nas demais variou entre as Classes 2, 3, 4 ou acima.

Compartilhe

Postagens Relacionadas