
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou um ônibus e flagrou 15 pessoas que estavam em situação degradante. Os passageiros eram, segundo a PRF, submetidos a trabalho em condições análogas à escravidão. Eles dormiam e se alimentavam dentro desse veículo e vendiam massa para arear panelas em diversas cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
A abordagem ocorreu durante uma operação de combate à criminalidade e fiscalização de trânsito. Os policiais rodoviários deram ordem de parada ao motorista do ônibus, que apresentava mau estado de conservação. A ação aconteceu neste sábado (04), na BR 116, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
“Durante a fiscalização, identificou-se que o veículo transportava os passageiros em péssimas condições, sem acentos, sentados ou deitados em colchões sobre o assoalho ou sobre bancadas ao longo do corredor. Além disso, veículo estava em péssimas condições de higiene, com colchões, roupas, alimentos e produtos espalhados por todo canto”, informou a PRF.
As vítimas são de cidades da Grande Porto Alegre. Entre elas estavam dois adolescentes, de 15 e 16 anos. A PRF informou que essas pessoas eram convencidas a vender massa de arear panelas nas ruas de várias cidades, porém sem nenhum direito trabalhista, nem condições mínimas de higiene e saúde.
Diante da situação, a equipe aprofundou a fiscalização e descobriu que já havia um pedido do Ministério Público do Trabalho de Santa Catarina à PRF para fiscalizar tal veículo e identificar ocupantes, já que havia uma denúncia de transporte de trabalhadores em situação análoga à escravidão.
O condutor do ônibus, o ajudante e todos os 15 trabalhadores foram encaminhados à Polícia Federal, em Porto Alegre, para registro da ocorrência. O veículo foi removido por mau estado de conservação. Além disso, 160 quilos de massa foram recolhidos pela vigilância sanitária, já que não possuíam registro e licença nos órgãos sanitários.










