
A Polícia Civil e a Polícia Científica de Santa Catarina investigam a intoxicação de 12 servidores de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município de Santa Cecília, no Planalto catarinense. O caso aconteceu em 21 de outubro, quando os funcionários passaram mal logo após tomar um refrigerante durante o café da tarde.
Conforme informações do site GZH, os servidores relataram tontura, sonolência intensa e lapsos de memória. Os sintomas surgiram quase simultaneamente entre os colegas. Todos chegaram a ser internados, receberam alta e continuam em acompanhamento médico, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
Um laudo preliminar do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox) não identificou substâncias anormais na bebida. Mesmo assim, a Polícia Científica coletou amostras de sangue e urina dos profissionais, que foram enviadas para exames complementares em laboratórios de São Paulo. A Polícia Civil (PC) ainda não confirmou quais substâncias já foram descartadas na investigação.
Os primeiros relatos apontam que os sintomas começaram logo após o consumo do refrigerante de dois litros levado por uma mulher ao posto de saúde. Ela foi identificada como tia de um dos funcionários da unidade, e os dois foram presos como suspeitos de envolvimento no caso.
O servidor, que trabalhava na UPA, já havia sido afastado das funções no início de outubro, após uma denúncia de assédio sexual feita por colegas. Durante a operação, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências de ambos. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
Relato das vítimas
Em nota, a Secretaria de Saúde relatou que parte dos servidores não se lembrava do que ocorreu após o consumo da bebida. Uma das vítimas declarou: “onde eu me encosto, eu durmo”. Outros profissionais mencionaram tontura, peso na cabeça e sonolência extrema.
Entre os intoxicados estão médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos e funcionários administrativos. Um dos atingidos, que atua como técnico de enfermagem e também exerce mandato de vereador, chegou a ser transferido para outro município em razão do quadro clínico.
Investigação
Até o momento, a substância que provocou a reação não foi identificada. As autoridades continuam investigando o caso, enquanto as 12 vítimas seguem sob observação médica.










