
A Polícia Civil enviou neste sábado (07) ao Poder Judiciário as peças complementares da prisão em flagrante de Yasmin Vaz do Santos Rodrigues, de 26 anos. A mulher foi presa no dia 29 de julho após confessar ter matado o filho Miguel dos Santos Rodrigues, de sete anos.
No procedimento remetido à 1a Vara Criminal da Comarca de Tramandaí, o delegado Antônio Carlos Ractz Jr. indiciou a mãe e madrasta, Bruna Nathieli Porto da Rosa, de 23 anos, por três crimes e seus agravantes.
Ambas foram indiciadas por tortura, com aumento de pena por ter sido cometida contra criança; homicídio duplamente qualificado, por ter sido cometido mediante meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, com aumento de pena tendo como vítima menor de 14 anos de idade; e ocultação de cadáver.
No caso de Yasmin, soma-se no indiciamento, o agravante do crime ter sido praticado contra descendente. Para Bruna, o agravante é em função das relações domésticas e de coabitação que tinha com a vítima.
Segundo o delegado, este indiciamento enviado à justiça não significa o encerramento do trabalho da Polícia. “A investigação criminal prossegue porquanto pendentes inúmeras diligências”, informou Ractz.
A mãe está presa preventivamente e a madrasta cumpre prisão temporária.
10° dias de buscas

Os bombeiros direcionaram as buscas ao corpo de menino Miguel na orla marítima. Em função da mudança na direção da corrente para sul, área de trabalho foi a a anpliada. Além do trecho entre Tramandaí e Torres, o militares estão atuando também de Tramandaí a Mostardas.
De acordo com o comandante do Pelotão de Bombeiro Militar de Tramandaí, tenente Elísio Lucrécio, que coordena a operação, o mar está com pouca visibilidade com “água chocolate”, o que dificulta a ação. Nenhum sinal do corpo foi encontrado.
Segundo o comandante, as buscas seguirão neste domingo pela beira da praia e mobilização os pelotões de bombeiro militar de Tramandaí, Capão da Canoa, Torres e Cidreira.
O crime

Segundo a investigação, a mãe de Miguel teria espancado a criança e ministrado medicamentos, causando a sua morte. Da casa onde moravam, no Centro de Imbé, ela a companheira teriam levado o corpo do menino em uma mala e jogado no Rio Tramandaí.
Na noite de 29 de julho, Yasmin procurou a Delegacia de Pronto Atendimento de Tramandaí para registrar o desaparecimento do filho, mas os policiais suspeitaram, a mulher acabou confessando o crime e foi presa em flagrante.
Bruna foi presa três dias depois, após a Polícia localizar indícios de seu envolvimento, como um vídeo em que ela ameaça Miguel enquanto o garoto está dentro de um armário.
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