Polícia do RS faz operação em SP, PR, RJ e SC contra golpistas

Polícia do RS faz operação em SP, PR, RJ e SC contra grupo que criava sites falsos para aplicar golpes

Sites falsos de concursos e de alistamento militar eram usados para enganar vítimas em todo o país

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Operação contra golpes virtuais foi realizada pela Polícia Civil do RS em quatro estados. Foto: PCRS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DPRCPE/Dercc), deflagrou na manhã desta terça-feira (14) a Operação Spectrum Pag. A ação visa desmantelar um grupo criminoso especializado em estelionatos virtuais que utilizava sites falsos de concursos públicos e alistamento militar para enganar vítimas em todo o país.

Sob a coordenação do delegado João Vitor Herédia, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Até o momento, duas pessoas foram presas — uma em solo paulista e outra em território catarinense. Equipamentos eletrônicos também foram apreendidos.

Como funcionava a fraude

A investigação começou após o registro de ocorrências sobre falsas inscrições para o concurso do INSS e para um suposto alistamento militar emergencial. Os criminosos utilizavam anúncios patrocinados em redes sociais para atrair as vítimas. De acordo com a Polícia Civil, o mecanismo do golpe seguia quatro etapas:

  1. Captação: Anúncios levavam usuários a páginas que simulavam oportunidades reais.

  2. Simulação: Os sites copiavam a identidade visual de órgãos oficiais.

  3. Cobrança: Após o preenchimento de dados, o sistema gerava um QR Code ou chave PIX para o pagamento de taxas inexistentes.

  4. Recebimento: O dinheiro era direcionado a contas de empresas de fachada.

Além de órgãos públicos, a investigação apontou que o grupo também clonava páginas de marcas famosas, como Cacau Show, Natura e Pandora, para atrair consumidores.

Estrutura criminosa

As diligências, que incluíram quebras de sigilo telefônico e telemático, revelaram uma divisão de tarefas organizada: enquanto alguns integrantes cuidavam da estrutura digital (hospedagem de sites), outros gerenciavam o recebimento dos valores e o suporte operacional da fraude.

Segundo o delegado João Vitor Herédia, a operação busca agora aprofundar as provas e identificar outros envolvidos. “A investigação permitiu identificar indícios de uma estrutura voltada à prática reiterada de fraudes eletrônicas. As medidas de hoje visam preservar provas digitais e impedir a destruição de elementos relevantes para a responsabilização criminal dos envolvidos”, destacou.

Com a ofensiva, a Polícia Civil reforça o alerta para que cidadãos sempre confiram a autenticidade de sites governamentais (que geralmente possuem a extensão .gov.br) antes de realizar qualquer pagamento via PIX para taxas de concursos ou serviços públicos.

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