
A Polícia Civil (PC) indiciou o vereador de Cidreira, Everton Oliveira da Costa, conhecido como “Everton Coisa Boa” (PL), pela morte de um cão comunitário no município do Litoral Norte. O cachorro, chamado de “Alemão” ou “Branquinho”, sofreu disparos de arma de fogo no dia 12 de junho e não resistiu, gerando grande comoção na comunidade e forte repercussão nas redes sociais.
Na época do fato, o político negou qualquer envolvimento, mas a investigação realizada pela Delegacia de Polícia de Cidreira o apontou como o autor do crime. O inquérito policial foi encaminhado na manhã desta segunda-feira (6) ao Poder Judiciário.
O indiciamento foi baseado pelo crime de maus-tratos a animais com resultado morte. A partir de agora, o Ministério Público (MP) deve analisar o relatório policial para decidir se apresenta a denúncia formal contra o vereador à Justiça.
O portal Litoral na Rede solicitou o posicionamento do vereador sobre o indiciamento. Em mensagem, ele disse que não iria se manifestar neste momento.
A morte do cachorro comunitário
De acordo com o inquérito policial, “Alemão” teria sido atingido pelos disparos em uma garagem nos fundos do estabelecimento comercial do indiciado, localizado na Rua Alfredo Pedro, no bairro Parque dos Pinus. Naquele mesmo dia 12 de junho, policiais militares abordaram o parlamentar e apreenderam com ele uma pistola de calibre 9 milímetros.
A Polícia Civil informou ainda que o corpo do cão foi levado para uma área de mata junto ao cemitério municipal, ação que teria sido realizada por ordem direta do investigado para ocultar o animal.
Operação Alemão
No dia 24 de junho, a Polícia Civil deflagrou a “Operação Alemão” e cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços ligados ao suspeito. Na ação, os agentes apreenderam diversas munições de calibre 9mm, aparelho celular e armas de airsoft, entre outros objetos de interesse para a investigação.
O inquérito reúne provas periciais, como o laudo de maus-tratos, imagens captadas por câmeras de monitoramento e relatos de testemunhas. De acordo com a Delegacia de Cidreira, os elementos “foram determinantes para a formação de convicção da autoridade policial quanto à autoria delitiva, resultando no indiciamento”.










