
Um trágico acidente doméstico resultou na morte de um bebê de apenas cinco meses no final da manhã desta sexta-feira (26). A fatalidade ocorreu em uma residência localizada na Avenida Paraguassú, no balneário Mariápolis, em Osório, mobilizando equipes médicas e as forças de segurança.
A Brigada Militar (42ªBPM) foi acionada após o menino dar entrada já sem vida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h de Xangri-Lá, por volta das 11h15.
De acordo com o relato preliminar da mãe aos policiais, o acidente aconteceu em um momento em que ela havia se afastado brevemente, deixando o bebê sob os cuidados do outro filho, um adolescente de 15 anos.
Conforme o delegado João Henrique Gomes de Almeida, titular da Delegacia de Polícia de Osório, os irmãos estavam no pátio externo da casa quando o fato aconteceu. “Eles estavam brincando ali no pátio externo e esse muro veio a cair em cima ali dessa criança”, explicou o delegado. Segundo ele, a estrutura de alvenaria que cedeu possuía aproximadamente 1 metro de altura.
A mãe pegou o filho nos braços, correu para a via pública e conseguiu pedir socorro a um motorista que passava pelo local, que os transportou rapidamente até a unidade de saúde.
Apesar do esforço para o socorro rápido, a equipe médica da UPA constatou que a criança já chegou ao local sem os sinais vitais. Conforme o boletim do médico plantonista, o bebê apresentava um grave trauma na região da cabeça e hemorragia intensa no ouvido, além de paradas respiratória e cardíaca. O óbito foi formalmente declarado às 11h27.
O local da ocorrência foi isolado para os trabalhos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e o corpo da criança foi encaminhado para necropsia no Posto Médico-Legal (PML).
Investigação Policial
O caso, inicialmente registrado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Capão da Canoa, será investigado pela Delegacia de Osório. De acordo com o delegado João Henrique, um expediente policial foi instaurado para apurar todas as circunstâncias e eventuais responsabilidades penais.
“Vamos instaurar um expediente policial para apurar todas as circunstâncias, ver a situação de imagens e câmeras ali da localidade pra gente confirmar essa versão e esgotar todas as possibilidades e entender a dinâmica desse evento”, informou o delegado.
A Polícia Civil tem o prazo regulamentar de 30 dias para concluir o inquérito e remetê-lo ao Poder Judiciário.










