PIB do Rio Grande do Sul se mantém estável no primeiro trimestre

PIB do Rio Grande do Sul se mantém estável no primeiro trimestre

Boletim apresenta dados sobre PIB, mercado de trabalho, exportações, arrecadação e atividade econômica nacional; confira
Imagem meramente ilustrativa. Foto: ASSY por Pixabay

O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul manteve-se estável no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, com variação de 0,0% na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 0,4%.

Na composição setorial do PIB, a indústria apresentou crescimento de 0,9% e os serviços, de 0,2%. A agropecuária registrou retração de 9,9%. O resultado do setor esteve relacionado às reduções nas produções de arroz e fumo.

Para o milho e a soja, as estimativas indicam aumentos de 21,8% e 34,6%, respectivamente, com efeitos concentrados no segundo trimestre. O documento também registra redução de 23,6% na área plantada de trigo.

As informações constam no Boletim de Conjuntura do Rio Grande do Sul, produzido pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE). A publicação reúne indicadores estaduais, nacionais e internacionais.

Mercado de trabalho

A taxa de desocupação ficou em 4% no primeiro trimestre de 2026, com redução de 1,2 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025. O número de pessoas ocupadas permaneceu estável em 5,895 milhões.

O rendimento médio mensal real foi de R$ 4.127, com variação de 5,5% na comparação anual. A massa de rendimentos somou R$ 23,9 bilhões, aumento de 6,1% no mesmo intervalo.

No mercado formal, os dados do Novo Caged indicaram saldo negativo de 3.474 postos no trimestre encerrado em maio. No acumulado de 12 meses, o saldo foi positivo em 10.546 vagas. Os serviços registraram saldo de 19.921 postos, enquanto indústria, comércio e construção apresentaram resultados negativos.

Exportações e arrecadação

As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 9,844 bilhões no primeiro semestre de 2026, variação de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Destaque para produtos alimentícios e agropecuários, que cresceram 22,3%, enquanto os produtos de tabaco recuaram 25,2%.

A arrecadação de ICMS, calculada a preços de junho de 2026, somou R$ 27,540 bilhões no primeiro semestre. O valor foi 3,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. Cabe destacar, entretanto, que entre março e junho de 2025 o Estado arrecadou cerca de R$ 1,44 bilhão por meio do programa de regularização fiscal realizado em 2025.

Cenário nacional e internacional

O PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a variação foi de 1,8%.

Entre os setores, foram registradas variações de 2% na agropecuária, 1% na indústria e 0,5% nos serviços. Nos componentes da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 3,5%, as importações aumentaram 4,4% e as exportações recuaram 1,7%.

A taxa de desocupação nacional ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, enquanto o rendimento médio real foi de R$ 3.726. O IPCA acumulado em 12 meses até junho atingiu 4,64%, e a taxa Selic ficou em 14,25% ao ano.

No cenário externo, o Boletim de Conjuntura aponta desempenhos distintos entre as principais economias e aponta efeitos das tensões no Oriente Médio sobre o preço das commodities e as projeções de inflação. O Fundo Monetário Internacional estima crescimento de 3% para a economia mundial em 2026.

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