
Em cinco dias, pelo menos três redes de pescas foram furtadas na Lagoa do Armazém em Tramandaí, de acordo com o Sindicato dos Pescadores. Apenas um dos profissionais teve furtados mais 600 metros de redes e prejuízo de quase R$ 3 mil. Nessa quinta-feira (19), os casos foram levados à Polícia Civil.
O presidente do Fórum da Pesca do Litoral Norte, Leandro Miranda, esteve reunido com o delegado Paulo Perez, titular da Delegacia de Tramandaí e apresentou a preocupação dos pescadores com os furtos de material de trabalho. O delegado orientou que cada pescador deve registrar ocorrência individual para seja possível apurar os crimes e chegar a estatísticas em relação a incidência dos furtos.
Os registros podem ser feitos pela internet pela Delegacia On Line e terão o mesmo valor que uma ocorrência registrada presencialmente.
Patram amplia fiscalização
Nesta semana, a Patrulha Ambiental (Patram) da Brigada Militar ampliou a fiscalização embarcada na Bacia do Rio Tramandaí. Esta é uma reivindicação dos pescadores profissionais. Foram realizadas 16 abordagens e todos os pecadores tinham licença de pesca e não foi constatado o descumprimento do horário de colocação de redes, o que é permitido entre 16h e 6h.
Monitoramento do bagre
Na próxima segunda-feira (23), às 14h , o Fórum da Pesca do Litoral Norte realiza reunião no Campus da UFRGS em Tramandaí para apresentar o projeto de monitoramento do bagre na Bacia do Rio Tramandaí. A pesquisa será realizada em parceria com o Ceclimar/UFRGS, com objetivo de flexibilizar a proibição da pesca da espécie, conforme decretos estadual e federal.
De acordo com o presidente do Fórum, Leandro Mirando, o trabalho será realizado durante 40 meses. “Alguns pescadores serão acompanhados pelos pesquisadores e parte dos peixes será analisada pela equipe do Ceclimar”. O levantamento técnico será apresentado à Justiça Federal.
No encontro também será esclarecido sobre a nova forma de cadastramento e recebimento do Seguro Defeso, que deixa de ser feito na agência do INSS e passa e ser realizado pelas Colônias e Sindicatos de Pescadores. O Litoral Norte tem mais de 1,5 mil pescadores profissionais.










