Pescadores puxam rede do mar com quase 100 quilos de lixo

Pescadores puxam rede do mar com quase 100 quilos de lixo

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Pescadores estão pescando lixo no Litoral Norte e o que vem nas redes normalmente são embalagens que todas as pessoas usam e muitas não descartam de forma correta.  Um vídeo feito no balneário de Imara, no município de Imbé, mostra uma rede de 40 metros com centenas de sacos plásticos presos. Os peixes quase nem apareciam no meio da sujeira retirada do mar.

No dia 02 de novembro, o pescador Vanderlei Hoffmann decidiu gravar um vídeo e fazer um alerta. Ele contou ao Litoral na Rede que puxar a rede com resíduos é muito frequente. “Quando dá um vento minuano forte a gente vê as sacolas voarem para o mar e nos acabamos puxando o lixo com a rede”, explicou.

Pescador profissional há 10 anos, Vanderlei contou que não são apenas sacolas que acabam no oceano e que este problema vem crescendo. “É galho, pau, tronco, raiz de árvore, vem tudo, até garrafa”, lamentou.

Para não deixar o lixo na beira da praia, Vanderlei junta todos os resíduos, leva para perto das dunas e depois retorna para recolher e dar a destinação correta. Na pescaria do início do mês ele encheu quatro caixas de feira, com capacidade de aproximadamente 25 quilos cada, ou seja, quase cem quilos de plásticos retirados do mar.

“Eu botei a rede não foi para pegar lixo, foi para pegar peixe, mas veio lixo e eu tenho que limpar”, disse ao pescador ao Litoral na Rede. Vanderlei lamenta que nem todos os pescadores consigam fazer o mesmo porque não há um sistema de coleta desses resíduos. Segundo ele, já há uma conversa com a Prefeitura de Imbé para que o material preso às redes seja recolhido na beira-mar.

Em outubro de 2016, quando o Litoral na Rede foi lançado, uma reportagem especial apontou o risco do lixo para a vida de animais marinhos. Um levantamento do Ceclimar mostrou que em quatro anos 8,5 mil animais foram encontrados mortos na orla entre Palmares do Sul e Torres e que boa parte dessas mortes podem estar relacionadas ao descarte irregular de resíduos. Leia a reportagem: clique aqui

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