
Com o aumento expressivo da população no Litoral Norte do Rio Grande do Sul durante a temporada de verão, a Brigada Militar (BM) reforçou a atuação da Patrulha Maria da Penha na região. A iniciativa integra a 56ª Operação Golfinho 2025/2026 e tem como foco garantir a continuidade da proteção a mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar, especialmente aquelas que possuem Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) em vigor.
Para atender à demanda sazonal provocada pelo veraneio, patrulhas especializadas da Patrulha Maria da Penha foram remanejadas para o Litoral Norte, com atenção especial aos municípios de Tramandaí e Capão da Canoa. A estratégia considera que muitas vítimas acompanhadas pelo programa se deslocam temporariamente para a região durante o verão, o que exige reforço no monitoramento e no apoio prestado pelas forças de segurança.
Crescimento da atuação no Estado
Os números demonstram a expansão do trabalho desenvolvido pela Patrulha Maria da Penha. Em 2025, foram realizadas 70.561 visitas em todo o Rio Grande do Sul, frente a 58.246 em 2024, representando um aumento de 21,15% no acompanhamento direto das vítimas. Atualmente, o programa acompanha mais de 12.610 Medidas Protetivas de Urgência ativas em território gaúcho.
Criada em 2012, a Patrulha Maria da Penha consolidou-se como uma das principais estratégias no enfrentamento à violência de gênero e ao feminicídio no Estado, atuando de forma preventiva e contínua junto às vítimas.

Atendimento especializado no Litoral Norte
Além das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, o reforço no Litoral Norte também contempla crianças e adolescentes que tiveram seus direitos violados e possuem medidas protetivas fundamentadas na Lei Henry Borel. Esses casos exigem acompanhamento permanente e atuação especializada das patrulhas.
Na região, policiais militares capacitados realizam visitas mais frequentes, orientações preventivas, fiscalização rigorosa do cumprimento das medidas protetivas e encaminhamentos à rede de proteção sempre que necessário. Atualmente, cerca de 720 vítimas com medidas protetivas ativas são acompanhadas pelas Patrulhas Maria da Penha em atuação no litoral.
Orientação e prevenção
Paralelamente às ações de fiscalização, a Brigada Militar mantém Bases Móveis de Polícia de Proximidade nas praias do Litoral Norte, promovendo ações educativas e de conscientização. Por meio da distribuição de folders e materiais informativos, a população é orientada sobre os diferentes tipos de violência, como identificá-los e onde buscar ajuda, com atenção especial às mulheres em situação de vulnerabilidade.
Reforço durante o veraneio
O comandante do CRPM Litoral, coronel PM Artur Marques de Barcellos, destaca que o reforço das patrulhas durante a Operação Golfinho amplia o alcance do atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade.
“O reforço das patrulhas Maria da Penha no Litoral Norte apresenta um significativo ganho de alcance no atendimento daquelas mulheres que passam por situação de vulnerabilidade e dificuldade e que se impõe a necessidade de estarem sob a égide de uma medida protetiva”, afirma.
Segundo o coronel, a intensificação das equipes em municípios com grande fluxo turístico fortalece a presença da Brigada Militar justamente no período mais sensível do ano.
“Nesse período do ano em que aportam muitas pessoas ao litoral, de fato, fortalecem a nossa presença no apoio e na fiscalização das medidas protetivas ativas no litoral. Com certeza, é um ganho na nossa operacionalidade”, finaliza.










