Patram flagra pesca ilegal na barra do Rio Tramandaí, homem solta rede à deriva no mar e acaba preso

Patram flagra pesca ilegal na barra do Rio Tramandaí, homem solta rede à deriva no mar e acaba preso

Equipe da Marinha do Brasil auxiliou na retirada da rede que oferecia risco à fauna e foi arrastada até uma área de surfe

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Foto: Marinha do Brasil

A Patrulha Ambiental (Patram) de Tramandaí e a Marinha do Brasil atuaram de forma conjunta para retirar uma rede de pesca que estava à deriva no mar em uma área de surfe. A rede de aproximadamente 50 metros de extensão estava na proximidade da barra do Rio Tramandaí, junto às pedras.

O material foi solto no mar por um homem que pescava ilegalmente com uso de rede junto à barra, o que é proibido. Os policiais que integram o 1º Batalhão Ambiental da Brigada Militar (BABM) visualizaram três homens cometendo o crime ambiental. Dois deles fugiram. O terceiro foi preso após soltar a rede à deriva.

A Patram solicitou apoio à Agência da Capitania dos Portos em Tramandaí e os militares da Marinha auxiliaram na remoção da rede da área de surfe. Eles empregaram uma moto aquática, tendo em vista que o material já estava a cerca de um quilômetro da praia. A ação conjunta ocorreu nessa quinta-feira (27).

Conforme o comandante da Patram de Tramandaí, tenente Juares Matias, o homem preso não tinha registro de pescador, foi apresentado na Delegacia de Polícia de Imbé, liberado mediante pagamento de fiança e responderá em liberdade pelo crime ambiental.

O tenente destacou que há uma Instrução Normativa do Ministério do Meio Ambiente, de 2004, que proíbe a pesca com redes a uma distância de três quilômetros ao sul da barra, para o lado de Tramandaí, de três quilômetros em direção ao oceano e de dois quilômetros no sentido norte, para o lado de Imbé.

Já a Marinha do Brasil alerta que “a Lei nº 3592/2015, do município de Tramandaí-RS, dispõe sobre o zoneamento da faixa costeira do município e ordena atividades de pesca, esporte e lazer no local. Estas medidas, aumentam as condições de segurança da navegação e da salvaguarda da vida de banhistas locais, além de proteger uma área reservada à pesca artesanal e de habitat de botos-de-Lahille, espécies em extinção que existem apenas no Brasil, no Uruguai e na Argentina.”

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