O que se sabe sobre o vazamento de 46 milhões de chaves Pix

O que se sabe sobre o vazamento de 46 milhões de chaves Pix

Banco Central e Conselho Nacional de Justiça prestaram esclarecimentos sobre o incidente
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Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

O vazamento de dados de chaves Pix, ocorrido em um sistema administrado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), afetou 46.893.242 chaves de 11.003.398 pessoas. O Banco Central informou que foram expostos mais tipos de dados do que os inicialmente divulgados.

Segundo o BC e o CNJ, houve acesso indevido às chaves Pix por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), que conecta juízes ao Banco Central. As informações cadastrais expostas foram:

  • nome do usuário;

  • Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);

  • instituição de relacionamento;

  • agência;

  • número e tipo da conta;

  • chave Pix;

  • situação da chave Pix;

  • data de criação da chave Pix;

  • data de exclusão da chave Pix.

Inicialmente, o CNJ havia informado que os dados acessados incluíam apenas nome, chave Pix, nome do banco, número da agência e número da conta.

Vazamento

De acordo com o CNJ, o problema ocorreu no domingo (20) e na segunda-feira (21), e foi prontamente corrigido. Tanto o CNJ quanto o Banco Central reiteraram que não foram expostos dados sensíveis, como senhas, informações sobre movimentações ou saldos financeiros, nem dados protegidos por sigilo bancário.

Sistema afetado

O Sisbajud é uma ferramenta eletrônica que permite aos juízes requisitar informações financeiras e bloquear ativos de devedores. Ele substitui o antigo BacenJud e facilita a comunicação entre o Judiciário e o sistema financeiro no cumprimento de ordens judiciais.

Canal de consulta

O CNJ informou que disponibilizará, em breve, uma ferramenta exclusiva para que os cidadãos verifiquem se tiveram dados expostos. A consulta estará disponível no site do CNJ: www.cnj.jus.br.

Esse será o único canal oficial de comunicação com os afetados. O CNJ alertou que não entrará em contato por mensagens, SMS, e-mails ou ligações telefônicas.

Transparência

Segundo os dois órgãos, os dados expostos são de natureza cadastral e não permitem movimentações financeiras nem acesso a contas.

O Banco Central afirmou que o incidente apresenta baixo impacto potencial para os usuários e que a comunicação pública não é exigida por lei, mas foi feita em respeito ao princípio da transparência.

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