
O vazamento de dados de chaves Pix, ocorrido em um sistema administrado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), afetou 46.893.242 chaves de 11.003.398 pessoas. O Banco Central informou que foram expostos mais tipos de dados do que os inicialmente divulgados.
Segundo o BC e o CNJ, houve acesso indevido às chaves Pix por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), que conecta juízes ao Banco Central. As informações cadastrais expostas foram:
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nome do usuário;
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Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);
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instituição de relacionamento;
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agência;
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número e tipo da conta;
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chave Pix;
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situação da chave Pix;
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data de criação da chave Pix;
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data de exclusão da chave Pix.
Inicialmente, o CNJ havia informado que os dados acessados incluíam apenas nome, chave Pix, nome do banco, número da agência e número da conta.
Vazamento
De acordo com o CNJ, o problema ocorreu no domingo (20) e na segunda-feira (21), e foi prontamente corrigido. Tanto o CNJ quanto o Banco Central reiteraram que não foram expostos dados sensíveis, como senhas, informações sobre movimentações ou saldos financeiros, nem dados protegidos por sigilo bancário.
Sistema afetado
O Sisbajud é uma ferramenta eletrônica que permite aos juízes requisitar informações financeiras e bloquear ativos de devedores. Ele substitui o antigo BacenJud e facilita a comunicação entre o Judiciário e o sistema financeiro no cumprimento de ordens judiciais.
Canal de consulta
O CNJ informou que disponibilizará, em breve, uma ferramenta exclusiva para que os cidadãos verifiquem se tiveram dados expostos. A consulta estará disponível no site do CNJ: www.cnj.jus.br.
Esse será o único canal oficial de comunicação com os afetados. O CNJ alertou que não entrará em contato por mensagens, SMS, e-mails ou ligações telefônicas.
Transparência
Segundo os dois órgãos, os dados expostos são de natureza cadastral e não permitem movimentações financeiras nem acesso a contas.
O Banco Central afirmou que o incidente apresenta baixo impacto potencial para os usuários e que a comunicação pública não é exigida por lei, mas foi feita em respeito ao princípio da transparência.










