
A Polícia Civil de Imbé está avançando na investigação de um ataque a tiros que deixou dois homens mortos e outro ferido na noite dessa terça-feira (26), no município do Litoral Norte. Além da confirmação da identidade das vítimas, os policiais obtiveram imagens de câmeras de monitoramento que devem auxiliar no esclarecimento da autoria e na responsabilização dos envolvidos.
Em entrevista ao portal Litoral na Rede, o delegado Rodrigo Steinert Nunes, titular da Delegacia de Polícia de Imbé, confirmou ter convicção sobre o que motivou o atentado. “O que eu tenho de certeza é que é relacionado ao tráfico de drogas”, afirmou.
De acordo com o delegado, a perícia realizada na residência — localizada na Rua Quartzo, esquina com a Avenida Paraguassú, no bairro Ipiranga — recolheu 19 estojos de munição de calibres 9 milímetros e .380. O crime ocorreu pouco depois das 22h.
Quem são as vítimas
Os dois homens mortos no local foram identificados como Emerson Miguel dos Santos Gehlen, de 53 anos, e Renan da Silva de Lima, de 27 anos. Ambos possuíam antecedentes criminais.
Segundo a polícia, Emerson tinha registros policiais em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, por roubo, lesão corporal e ameaça. Já Renan possuía antecedentes por crime de trânsito, tráfico e associação para o tráfico em Tramandaí.
O jovem baleado que sobreviveu ao ataque não tem ficha na polícia. Macleo Ferreira Maciel Júnior, de 19 anos, foi encaminhado em estado grave para o hospital. Até a tarde desta quarta-feira (27), ele permanecia internado e ainda não havia sido ouvido pelos investigadores devido ao seu quadro de saúde delicado.
Busca por imagens e suspeitos
O delegado Rodrigo Nunes informou que o trabalho inicial tem como um dos focos principais a coleta de imagens de câmeras de segurança da região. Ele confirmou que um dos equipamentos registrou o momento da passagem de um automóvel de cor branca, que teria sido utilizado pelos atiradores. Por enquanto, a Polícia Civil não confirmou se um segundo veículo foi usado na ação.
Além disso, a investigação busca apurar a informação de que os autores teriam se identificado como policiais ao invadir o imóvel. Questionado pela reportagem sobre a identificação de suspeitos do crime, Nunes preferiu não divulgar detalhes para resguardar o andamento das diligências.










