
Passa a ser obrigatório a partir desta segunda-feira (2) o novo mecanismo de segurança do Pix contra fraudes e golpes, chamado de MED 2.0 (Mecanismo Especial de Devolução). A medida foi definida pelo Banco Central (BC) e vale para todas as instituições financeiras do país.
O aprimoramento do MED permite rastrear o caminho dos recursos transferidos via Pix, identificando para onde o dinheiro foi enviado após a fraude. As informações são compartilhadas entre os bancos envolvidos nas transações, ampliando as chances de bloqueio e devolução dos valores às vítimas.
Até então, a devolução dos recursos só podia ser feita a partir da conta originalmente usada no golpe. No entanto, segundo o Banco Central, os fraudadores costumam transferir rapidamente o dinheiro para outras contas, o que dificultava a recuperação quando a vítima registrava a contestação.
Com a nova funcionalidade, o sistema passa a identificar possíveis rotas do dinheiro, permitindo a devolução dos valores em até 11 dias após o registro da reclamação. A expectativa do BC é que a medida aumente a identificação de contas usadas em fraudes, desestimule golpes e impeça a reutilização dessas contas para novos crimes.
O MED 2.0 estava disponível de forma facultativa desde 23 de novembro, mas a partir desta segunda-feira (2 de fevereiro de 2026), o uso passa a ser obrigatório para todos os bancos e instituições participantes do Pix.










