MPRS recomenda suspensão de licenças para prédios no entorno do Parque da Guarita, em Torres

MPRS recomenda suspensão de licenças para prédios no entorno do Parque da Guarita, em Torres

Promotoria aponta riscos ambientais e geológicos em zonas próximas ao parque; recomendação cita falta de limites de altura em áreas sensíveis

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Parque da Guarita, em Torres. Foto: Mar Pedro / Arquivo

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) expediu uma recomendação à Prefeitura de Torres para a suspensão imediata da concessão de licenças, autorizações e aprovações de projetos de construção vertical em duas áreas estratégicas: as zonas urbanísticas 24 (Bairro São Francisco) e 25 (Guarita II).

As localidades compõem o entorno imediato do Parque Estadual da Guarita, um dos maiores símbolos naturais do litoral gaúcho. A medida, assinada pela promotora de Justiça Dinamárcia Maciel de Oliveira, busca evitar danos irreversíveis ao patrimônio ambiental, paisagístico e geológico da cidade.

O que diz o MPRS

A recomendação destaca que a recente reforma do Plano Diretor deixou a Zona 24 sem limites de altura para edificações, enquanto a Zona 25 teve o limite ampliado para 15 metros, sem a apresentação de estudos técnicos suficientes.

De acordo com o MPRS, a verticalização nessas áreas pode impactar diretamente:

  • As falésias e formações geológicas: Preservação do cenário imortalizado pelo ambientalista José Lutzenberger.

  • Fauna e flora: Possíveis prejuízos às rotas migratórias de aves e ao equilíbrio ecológico local.

  • Saneamento e paisagem: Riscos de saturação urbana em áreas de influência direta do parque.

“O desatendimento à recomendação poderá implicar a adoção de medidas legais e judiciais cabíveis, inclusive com a responsabilização de agentes e a suspensão de projetos”, alertou a promotora Dinamárcia Maciel de Oliveira.

Prazo e Medidas

O Ministério Público fixou um prazo de 10 dias (contados a partir do dia 29 de janeiro) para que o Executivo Municipal informe quais providências serão adotadas. Caso a recomendação não seja acatada, o órgão avalia a judicialização do caso para garantir a proteção do interesse coletivo e do meio ambiente.

Posicionamento da Prefeitura

O portal Litoral na Rede entrou em contato com a Prefeitura de Torres e aguarda um posicionamento oficial sobre a recomendação do Ministério Público. Esta matéria será atualizada assim que houver retorno da administração municipal.

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