Morre Pedro Ortaça, último Tronco Missioneiro e referência da música gaúcha, aos 83 anos

Morre Pedro Ortaça, último Tronco Missioneiro e referência da música gaúcha, aos 83 anos

Cantor e compositor estava internado em Ijuí; artista ajudou a difundir a cultura missioneira pelo Rio Grande do Sul e pelo Brasil

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Foto: Clio Luconi / Divulgação

Um dos maiores nomes da música regional gaúcha, Pedro Ortaça morreu nesta sexta-feira (29), aos 83 anos. Considerado o último integrante vivo dos chamados Troncos Missioneiros, o artista construiu uma trajetória marcada pela valorização da cultura das Missões e pela defesa da identidade do povo gaúcho por meio da música.

Natural de São Luiz Gonzaga, Pedro Ortaça estava internado no Hospital de Clínicas de Ijuí. Conforme informações divulgadas pela família, ele havia passado por uma cirurgia na quinta-feira (28), foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e sofreu três paradas cardiorrespiratórias antes de falecer durante a madrugada.

A filha do artista, Marianita Ortaça, prestou homenagem ao pai nas redes sociais. “Ele sempre será o exemplo mais lindo de resiliência, coragem, força. Gratidão meu pai”, escreveu.

Até a última atualização das informações, o horário e o local do velório ainda não haviam sido divulgados. A cerimônia de despedida deverá ocorrer em Ijuí.

Autor de clássicos da música regionalista como Timbre de Galo e Bailanta do Tibúrcio, Ortaça se consolidou como uma das vozes mais importantes da cultura missioneira. Seu lançamento mais recente foi a música Pena Guarany, gravada em parceria com o filho Gabriel Ortaça.

Em 2025, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Santa Maria e da Universidade Federal do Pampa, em reconhecimento à sua contribuição para a cultura e para a preservação da identidade regional do Rio Grande do Sul.

Último Tronco Missioneiro

Pedro Ortaça integrava o grupo conhecido como Troncos Missioneiros, formado também por Noel Guarany, Cenair Maicá e Jayme Caetano Braun. Os quatro artistas foram responsáveis por consolidar uma nova vertente da música regional gaúcha, marcada pela valorização da história missioneira, das raízes culturais do Estado e por letras com forte conteúdo social.

Com a morte de Pedro Ortaça, encerra-se um capítulo importante da música tradicionalista gaúcha, mas permanece um legado que atravessa gerações e segue influenciando artistas e admiradores da cultura do Rio Grande do Sul.

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