Morre baleia que voluntários e autoridades tentaram salvar em Tramandaí

Morre baleia que voluntários e autoridades tentaram salvar em Tramandaí

Animal encalhou na orla e foi encaminhado para o Ceclimar

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Baleia-Minke-Anã encalhou na orla de Tramandaí. Foto: Rafael Ribeiro / Litoral na Rede

Uma baleia-minke-anã, que havia encalhado na última quarta-feira (29), nas proximidades da guarita 154 e da imagem de Iemanjá, em Tramandaí, morreu no Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar/UFRGS), localizado no município de Imbé.

O animal, que estava debilitado, foi resgatado no mesmo dia por equipes do Ceclimar, com o apoio da Patrulha Ambiental (Patram) da Brigada Militar, do Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS) e de voluntários. O médico-veterinário Derek Blease, do Ceclimar, informou que se tratava de um jovem macho de 4,2 metros e aproximadamente 580 quilos.

Derek explicou à reportagem do Litoral na Rede que a baleia-minke-anã não possui hábitos costeiros e que o encalhe dessa espécie na região indica que o animal provavelmente não estava bem. “Após reavaliações do quadro de saúde e considerando as tentativas sem sucesso de devolvê-lo à água, a equipe decidiu pela realização de eutanásia, considerando o quadro irreversível do animal”, lamentou o médico-veterinário.

Vale destacar que a eutanásia é um procedimento indolor, previsto tanto para animais domésticos quanto para animais silvestres, visando o bem-estar e a cessação do sofrimento do animal.

Investigação

Derek informou que, após a eutanásia, foi iniciado o estudo da causa do encalhe e da incapacidade do animal de retornar ao mar. “Esse estudo está sendo realizado junto ao setor de Patologia Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e se divide em dois momentos”, explicou.

Primeiramente, é realizada a avaliação completa do animal e de seus órgãos, em busca de alterações. No segundo momento, fragmentos desses órgãos são processados e estudados com o uso de microscópio, para avaliar alterações que não podem ser observadas a olho nu.

“Inicialmente, foram observadas alterações no trato gastrointestinal, e o laudo final, com as alterações encontradas nesse animal, será elaborado após a avaliação microscópica, o que leva em torno de 20 dias”, finalizou Derek Blease.

Tentativas de salvamento

O encalhe da baleia-minke-anã mobilizou autoridades e voluntários. O animal se debatia próximo à areia, e populares tentaram empurrá-lo de volta para o mar.

Em seguida, equipes da Patram, do CBMRS e do Ceclimar/UFRGS chegaram ao local para prestar apoio técnico.

O grupo posicionou o animal sobre uma lona, tentando direcioná-lo para uma área mais profunda, onde pudesse nadar. Embora o resgate inicial tenha tido êxito, a baleia voltou a se aproximar da faixa de areia.


O mamífero permaneceu sendo monitorado próximo à orla, voltou a encalhar posteriormente, foi resgatado e levado ao Ceclimar, onde morreu.

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