
Um morador de Tramandaí e integrante da torcida organizada Guarda Popular, do Internacional, é acusado de atirar a pedra que feriu o meia gremista Mathías Villsanti, no dia 26 de fevereiro, pouco antes do horário previsto para a realização do Gre-Nal 436. Segundo a Polícia Civil, ele foi preso na tarde desta quinta-feira (10) em seu local de trabalho na cidade do Litoral Norte.
O ataque ao ônibus em que estava a delegação do tricolor aconteceu nas imediações do Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. O clássico acabou adiado em função dos atos de violência. O atleta chegou a ser levado ao hospital, onde foi constatado uma concussão decorrente de traumatismo craniano, e liberado no dia seguinte. O resultado da investigação do caso foi divulgado em entrevista coletiva, no fim da tarde, na capital gaúcha.
Segundo a delegada Ana Luiza Caruso, da 2ª Delegacia de Polícia da Capital, o jovem de 20 anos estava no Beira-Rio e assistiu a vitória do Inter por 1 a 0 sobre o Grêmio, nessa quarta-feira (09), quando o Gre-Nal adiado, válido pela 9ª rodada do Campeonato Gaúcho, foi realizado. “Ele tirou fotos, fez filmagens. Acabou entrando [no estádio] porque a gente não tinha ainda a prisão preventiva dele decretada, o que aconteceu só hoje pela manhã”, disse a delegada.
Ana Luiza também informou que o morador de Tramandaí ainda não prestou depoimento. De acordo com a delegada, ele será inidiciado por tentativa de homicídio com dolo eventual. “Quando joga uma pedra de três quilos no vidro de um veículo em movimento, ele corre o risco de acertar alguém e matar”, afirmou.
Outros quatros torcedores que atiraram objetos no ônibus da delegação gremista também foram identificados e devem responder por crime como incitação à violência. A identificação dos envolvidos foi realizada com a apoio do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que fez a análise das imagens que mostram o ataque ao ônibus do clube.










