
O Monsoon FC, adversário do Inter nesta quinta-feira (15), projeta um passo decisivo para se consolidar como representante do Litoral Norte do Rio Grande do Sul no futebol estadual. A diretoria trabalha com planos concretos para construir um estádio em Capão da Canoa e trazer os jogos do time para a região, com a meta de já disputar o Gauchão de 2027 em solo litorâneo.
A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do clube ao Litoral na Rede. Segundo o CEO do Tubarão, Vitor Hugo Manique, as tratativas estão sendo conduzidas diretamente pela direção do Monsoon, que mantém conversas com entidades, autoridades municipais e empresas do setor da construção civil.
A ideia, conforme explica Manique, vai além de atender às necessidades esportivas do clube. O projeto prevê uma estrutura completa, com arena e centro de treinamento, pensada como um legado esportivo e econômico para toda a região. Por enquanto, a equipe treina no campo do Caponense, equipe tradicional de Capão da Canoa.
A proposta é que o Monsoon se consolide como o time do Litoral Norte no cenário estadual e nacional, em um modelo semelhante ao de clubes que conseguiram projetar seus municípios para além das fronteiras regionais. Um dos exemplos citados internamente é o Mirassol, que saiu do interior paulista para disputar competições nacionais de destaque.
De Dubai a Capão

Criado em 2021, o Monsoon nasceu a partir da união entre o presidente do clube, o gaúcho Lucas Pires, e o Grupo Monsoon VP International, empresa com sede em Dubai. Em 2024, no entanto, o investidor internacional deixou de aportar recursos no clube, que mergulhou em dívidas. Mesmo em crise, e com uma dívida hoje calculada em quase R$ 7 milhões, conseguiu manter-se na elite do futebol gaúcho. Em outubro do ano passado, o clube foi comprado por Manique, que é ex-jogador e empresário.
Com o amadurecimento do projeto, a direção passou por mudanças estratégicas no último ano e o clube reforçou sua identidade regional. O escudo foi atualizado para incluir o nome de Capão da Canoa, cidade que passa a ser tratada como futura sede oficial. Apelidado de Tubarão, o Monsoon é atualmente o clube mais jovem entre os 12 que disputam a elite do futebol gaúcho.
“Em relação ao brasão, a gente precisava mostrar para as pessoas a realidade do clube. Essa situação de pôr a Dubai para início do projeto, eu acredito que até funcionou, mas conforme as coisas vão andando, a longo prazo, toda a verdade sempre aparece. A gente está criando esse slogan, digamos assim, de mais Rio Grande do Sul e menos Dubai”, afirmou Manique em entrevista recente ao site GE.
Experiência e resiliência
Dentro de campo, o projeto também aposta em experiência. O Monsoon é comandado por Paulo Baier, ex-meia com passagens marcantes por Athletico-PR, Palmeiras, Goiás, Vasco e Botafogo. Agora como treinador, ele lidera o time em sua fase de afirmação na primeira divisão estadual, onde o objetivo é se manter competitivo para dar passos maiores a partir de 2027.
“Capão da Canoa é uma região muito rica, tem muitos empresários. A repercussão que teve na época que Inter e Grêmio jogaram no Sessinzão, em Cidreira. Agora imagina ter um time estabelecido na elite do Campeonato Gaúcho, com um projeto a médio e longo prazo. A gente não quer ser mais um clube que joga o Gauchão e depois passa o resto do ano apagando incêndio. Nosso projeto é ambicioso, já temos o desenho da arena, do centro de treinamento, todo o planejamento. Agora é começar a colocar isso em prática”, completou o CEO.
Enquanto o projeto do estádio não é definido, o Monsoon seguirá mandando seus jogos em Porto Alegre, no Estádio Passo d’Areia, pertencente ao São José. É lá, inclusive, que o clube recebe o Colorado nesta quinta-feira (15), às 19h, pela segunda rodada do Campeonato Gaúcho.










