Missionário dos EUA é preso no RS após espancar filho que não respondeu ‘bom dia’

Missionário dos EUA é preso no RS após espancar filho que não respondeu ‘bom dia’

Criança de 3 anos está internada em estado gravíssimo em hospital de Porto Alegre; entenda o caso

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Hospital de Pronto Socorro, em Porto Alegre. Foto: Cristine Rochol / PMPA

Um missionário religioso norte-americano de 33 anos teve a prisão preventiva decretada após confessar ter espancado o próprio filho, de 3 anos, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. As informações são do portal G1, com base na investigação da Polícia Civil (PC). A criança está internada em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS), na Capital.

O caso aconteceu na manhã de domingo (5), na residência da família, localizada na região de Águas Claras. De acordo com a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, responsável pela investigação, o homem afirmou que agrediu o filho porque o menino não lhe deu “bom dia”. Em depoimento, ele relatou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança, além de bater a cabeça dela contra o chão.

Segundo o G1, a mãe da criança estava em outro cômodo da casa no momento das agressões e não presenciou o ocorrido. Após o ataque, o homem levou o menino até ela, e os dois o encaminharam ao Hospital de Viamão.

Ao constatarem a gravidade das lesões, os profissionais de saúde acionaram a Brigada Militar (BM), que prendeu o norte-americano em flagrante no hospital. Na segunda-feira (6), a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.

A Polícia Civil deve indiciar o suspeito por tentativa de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e contra menor de 14 anos.

O G1 informa ainda que a família vive no Brasil há nove anos e está em Viamão há cerca de seis meses. O casal tem outros filhos, todos nascidos no país.

Segundo a Polícia Civil, há indícios de um histórico de violência familiar. A mãe relatou aos policiais que o marido já havia apresentado comportamento agressivo em outras ocasiões.

A delegada responsável pelo caso solicitou medidas protetivas com base na Lei Henry Borel para as demais crianças da família, que também foram encaminhadas para perícia a fim de verificar se sofreram maus-tratos.

Conforme o portal de notícias, autoridades gaúchas mantêm contato com a Polícia Federal, que confirmou a situação migratória regular do homem no Brasil, além de apurar possíveis registros anteriores de violência envolvendo a família em outros estados.

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