Mais de 8,6 mil processos de pessoas presas devem ser revisados no RS

Mais de 8,6 mil processos de pessoas presas devem ser revisados no RS

Mutirão Processual Penal já iniciou e segue até 25 de agosto; a intenção é em desafogar os sistemas prisionais estaduais

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Foto: divulgação DICOM / TJRS

O “Mutirão Processual Penal” no Rio Grande do Sul prevê a revisão de mais de 8,6 mil processos que envolvem pessoas presas. Conforme o Tribunal de Justiça (TJRS), a iniciativa é do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ocorre em todo o País. O objetivo é garantir a efetividade das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), além de efetivar o direito fundamental à duração razoável do processo. A ação seguirá até o dia 25 de agosto.

Uma das determinações da Portaria do CNJ é a reavaliação de ofício das prisões preventivas com duração maior do que 1 ano. Segundo mapeamentos realizados pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do RS e pelo CNJ, há 5.086 casos no Estado. Serão revistas também as prisões de pessoas em cumprimento de pena em regime prisional mais gravoso do que o fixado na decisão condenatória. Nesse item, o levantamento aponta 1.001 situações a serem revistas.

Há ainda outras 2.610 pessoas cumprindo penas nos regimes fechado ou semiaberto condenadas, exclusivamente, pela prática de tráfico privilegiado, quando o crime é praticado por pessoa considerada primária, que não integre organização criminosa e presa com pequena quantidade de droga. O mutirão também analisa a prisão de gestantes, mães e mulheres responsáveis por crianças e pessoas com deficiência presas cautelarmente.

O Juiz-Corregedor do GMF, Bruno de Lamare, destaca a importância da iniciativa. “A importância consiste em desafogar os sistemas prisionais estaduais, garantindo a efetividade de precedentes recentes dos Tribunais Superiores voltados à supressão de prisões ilegais e à redução de prisões que ofendam o princípio da razoável duração do processo ou que sejam desproporcionais em consideração à gravidade do fato praticado”, disse o magistrado.

Mais de 400 magistrados do Judiciário gaúcho estarão envolvidos no mutirão, 167 deles da área de execução penal e cerca de 250 de processos penais de conhecimento.

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