
O Rio Grande do Sul mobiliza uma grande estrutura de salvamento aquático a cada temporada de verão, e os primeiros grupos de guarda-vidas já estão atuando nas praias gaúchas. De um total previsto de 930 profissionais, 360 trabalham na proteção dos banhistas desde o início desta semana — 280 civis e 80 bombeiros militares.
Com o aumento das temperaturas e a maior movimentação nas praias, muitos veranistas têm questionado quando todos os postos de salvamento estarão ativados. De acordo com o tenente-coronel Vinícius Lang, comandante do 9º Batalhão de Bombeiros Militar (9º BBM), os demais guarda-vidas — bombeiros e policiais militares — chegam ao litoral até 19 de dezembro, antes do Natal.
Em todo o Rio Grande do Sul, são 260 postos de salvamento, a maioria no Litoral Norte. Na região, são 198 guaritas em praias de mar e outras 15 em áreas de água doce. Em entrevista ao portal Litoral na Rede, o tenente-coronel Lang destacou que ainda há guaritas que dependem de manutenção por parte dos municípios.
“Nós temos cerca de 20 guaritas que necessitam de manutenção, desde pintura até reforma completa. Estamos cobrando as prefeituras para que elas estejam em condições dignas para o trabalho dos nossos profissionais e, em última análise, para a segurança da população”, afirmou.
Lang também destacou que o verão 2025/2026 começará com todos os equipamentos de apoio — como motos aquáticas e quadriciclos — operando em todas as praias do Estado.
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Cuidados no mar

O Corpo de Bombeiros Militar do RS reforça que os banhistas devem redobrar os cuidados ao entrar no mar, especialmente nestas semanas que antecedem o início oficial da Operação Verão, quando apenas parte das guaritas já conta com guarda-vidas.
“A orientação é sempre procurar uma guarita com serviço de guarda-vidas ativado, onde haja bandeira indicando as condições do mar e informações sobre os principais pontos de risco”, explica Lang.
O comandante também alerta para que sejam respeitadas as sinalizações com apitos feitas pelos guarda-vidas e chama atenção para o risco da combinação de banho de mar com álcool.
“A ingestão de bebida alcoólica é um agravante, especialmente para nossa principal vítima de afogamento: o jovem adulto de até 24 anos, que tende a se expor mais ao perigo”, salientou.










