Litoral teve cesta de alimentos mais cara do RS em janeiro

Litoral teve cesta de alimentos mais cara do RS em janeiro

Alta temporada pressionou preços na região, que registra valor médio 8% acima da média gaúcha

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Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

O preço médio da cesta de alimentos no Rio Grande do Sul caiu em janeiro, mas o litoral gaúcho seguiu na contramão e registrou o valor mais alto do Estado. Dados do governo estadual mostram que o Preço da Cesta de Alimentos (PCA-RE) recuou 0,48% em relação a dezembro, fechando o mês em R$ 289,83. Mesmo com a queda estadual, o Litoral atingiu R$ 313,15, impulsionado pela alta temporada de verão. É o valor mais alto já registrado no levantamento, iniciado em 2021.

Calculada a partir das notas fiscais eletrônicas, a cesta considera os 80 itens mais consumidos pelos gaúchos. No acumulado de 12 meses, o índice estadual apresentou queda de 1,54%, indicando alívio gradual no bolso do consumidor — cenário que, no Litoral, segue pressionado pela maior demanda típica do período.

Impactado pelo fluxo de turistas, o Litoral superou pela primeira vez a região das Hortênsias como a cesta mais cara do RS. Em comparação com novembro, o custo na região litorânea saltou 7%, ficando cerca de 8% acima da média estadual.

Os dados consultados pela reportagem do portal Litoral na Rede integram o Boletim de Preços Dinâmicos, elaborado pela Secretaria da Fazenda, por meio da Receita Estadual, com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Diferenças regionais no Estado

Enquanto o Litoral liderou os preços, o Vale do Caí apresentou o maior recuo em janeiro, com queda de 1,39%, fechando em R$ 291,70 — ainda acima da média do RS. O Norte veio na sequência, com retração de 1,19% e valor de R$ 285,54. Já a região do Rio da Várzea registrou a maior alta do mês: 1,83%, alcançando R$ 302,54.

Na outra ponta, a cesta mais barata apareceu no Jacuí Centro, a R$ 273,62. A diferença entre a região mais cara (Litoral) e a mais barata chegou a 14,4%.

Alívio maior para a baixa renda

A redução média dos preços beneficiou famílias de todas as faixas de renda, sobretudo as de menor poder aquisitivo. Segundo indicador da Secretaria da Fazenda do RS, domicílios com renda de até dois salários mínimos tiveram deflação de 3,56% nos últimos 12 meses. Entre dois e três salários mínimos, a queda foi de 3,35%.

A explicação está no padrão de consumo: itens mais presentes na mesa das famílias de baixa renda — como arroz, feijão e ovos — recuaram com mais força e passaram a pressionar menos o orçamento. Em janeiro, houve queda de preços em todas as faixas de renda analisadas, de dois a 25 salários mínimos.

Ovo e frango puxam quedas; hortaliças sobem

Entre os 12 grupos avaliados, aves e ovos lideraram a queda em janeiro, com -8,36%. O ovo de galinha caiu 12,7% e passou a custar R$ 8,72/kg em média. A coxa de frango também recuou, com -9,6%, a R$ 8,99/kg.

O grupo de óleos e gorduras diminuiu 6,34%, puxado pelo óleo de soja, que baixou 12,4% e ficou em R$ 7,70/litro. Na contramão, as hortaliças subiram 2,2%. O destaque negativo foi o chuchu, com alta de 100% (R$ 7,99/kg), seguido por brócolis (+25%) e repolho (+16,6%).

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