Litoral Norte lidera crescimento do emprego em cinco anos no RS

Litoral Norte lidera crescimento do emprego em cinco anos no RS

Mercado formal de trabalho cresceu 27% desde 2020 na região, aponta Departamento de Economia e Estatística

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Carteira de Trabalho Digital. Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

O Litoral Norte está entre as regiões do Rio Grande do Sul que lideram o crescimento do mercado formal de trabalho nos últimos cinco anos. Entre outubro de 2020 e outubro de 2025, o número de empregos com carteira assinada aumentou 27%, índice igual ao registrado na região de Passo Fundo, no Norte do Estado.

Os dados constam em estudo do Departamento de Economia e Estatística (DEE), da Secretaria Estadual do Planejamento, Governança e Gestão (Seplag), divulgado nesta quinta-feira (18). Apesar do crescimento contínuo na geração de postos de trabalho desde 2020, o Litoral Norte apresentou desaceleração em relação à média estadual no recorte mais recente.

Entre outubro de 2024 e outubro de 2025, os empregos formais cresceram 1,8% na região, enquanto no Rio Grande do Sul o avanço foi de 2,1%.

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Boletim de Trabalho RS

O Boletim de Trabalho do Rio Grande do Sul – 3º trimestre de 2025 analisa a evolução recente do mercado de trabalho com base nos dados da PNAD Contínua e do Novo Caged. No período, a taxa de desocupação foi estimada em 4,1%, mantendo estabilidade na comparação trimestral e alcançando, na comparação interanual, o menor nível da série histórica no Estado.

O contingente de desocupados totalizou 248 mil pessoas, o que representa uma redução de 20,3% em relação ao terceiro trimestre de 2024.

A taxa combinada de desocupação e subocupação por insuficiência de horas trabalhadas foi estimada em 6,7%, também no menor patamar da série histórica para o Rio Grande do Sul.

A incidência da desocupação de longo prazo atingiu 29,2%, ficando 6,9 pontos percentuais acima do observado no mesmo período de 2024. O aumento esteve associado, principalmente, à elevação do número de pessoas com dois anos ou mais de procura por trabalho.

No recorte por características, o crescimento foi mais intenso entre as mulheres e entre as pessoas com alto nível de escolaridade. Esse grupo passou a representar 36,1% dos desocupados de longo prazo, após variação de 126,8% na comparação interanual.

O rendimento médio mensal real habitual dos ocupados manteve-se em R$ 3.875, com estabilidade em relação ao trimestre anterior e crescimento na comparação anual.

No mercado formal, o Estado registrou a criação de 60,8 mil vínculos entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o que corresponde a uma alta de 2,1%. Com esse desempenho, o Rio Grande do Sul ocupou a 25ª posição entre as unidades da Federação em crescimento relativo do emprego formal.

No acumulado de outubro de 2020 a outubro de 2025, o mercado formal gaúcho apresentou a menor variação relativa entre as 27 unidades da Federação, segundo dados do Novo Caged. No mesmo intervalo, a diferença de ritmo em relação ao mercado formal brasileiro se ampliou, com a razão entre os índices nacional e estadual atingindo, em outubro de 2025, o menor nível de toda a série histórica.

O setor de serviços concentrou 62,9% do saldo positivo de empregos formais nos últimos 12 meses da série, enquanto a indústria apresentou crescimento mais moderado. O saldo de empregos foi composto majoritariamente por mulheres, jovens e trabalhadores com Ensino Médio, grupo que respondeu por mais de dois terços das admissões líquidas.

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