Justiça condena réu a 27 anos de prisão pela morte do menino Brayan em Imbé

Justiça condena réu a 27 anos de prisão pela morte do menino Brayan em Imbé

Criança de 6 anos foi morta com tiro na cabeça, dentro de casa, em 2022; sentença foi proferida após julgamento pelo Tribunal do Júri em Tramandaí

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Sentença foi lida no começo da noite desta quinta-feira (12). Foto: Ticiano Kessler / Litoral na Rede

A Justiça condenou o réu Douglas Barbosa Carvalho a 27 anos de prisão pelo assassinato do menino Brayan Vidal Ferreira, de seis anos, morto a tiros dentro de casa em Imbé, em 2022. A sentença foi proferida no começo da noite desta quinta-feira (12), após julgamento realizado no Tribunal do Júri da Comarca de Tramandaí.

Além da condenação pelo homicídio qualificado da criança, o réu também foi condenado por lesão corporal contra o pai do menino, Alexandre de Jesus Ferreira, que foi baleado durante o ataque e sobreviveu. Douglas atualmente encontra-se preso pelo crime de tráfico de drogas.

De acordo com a sentença, os jurados reconheceram a autoria do crime e rejeitaram a tese de absolvição apresentada pela defesa. Conforme consta na decisão judicial, os jurados reconheceram a materialidade e a autoria do crime, negaram a absolvição de Douglas e afastaram a tese de participação de menor importância.

A sentença também afirma que os jurados reconheceram as qualificadoras do motivo torpe, do recurso que dificultou a defesa da vítima e por ter sido o crime cometido contra menor de quatorze anos.

Condenação e penas

Após a decisão do Conselho de Sentença, o juiz Gilberto Pinto Fontoura, que conduziu o julgamento, declarou a condenação do acusado. Pela morte de Brayan, a pena foi fixada em 27 anos de reclusão. O magistrado considerou agravantes como a reincidência do acusado e as circunstâncias do crime.

Ao justificar a dosimetria da pena, o juiz destacou a gravidade da ação. Segundo a decisão, “a forma de execução, consistente em invadir uma residência familiar em plena luz do dia e disparar indiscriminadamente, atingindo a vítima fatal na região da cabeça, revela a brutalidade do ato, merecendo valoração negativa”.

No caso do pai do menino, o Conselho de Sentença desclassificou a acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal. Assim, o réu foi condenado a seis meses de detenção pelo crime. A pena total resulta na soma das condenações, devendo ser cumprida inicialmente em regime fechado. Douglas não poderá recorrer em liberdade.

Família instalou faixa pedindo justiça no portão do Fórum. Foto: Ticiano Kessler / Litoral na Rede

Família quer punição a outros autores

Em conversa com a reportagem do portal Litoral na Rede logo após a leitura da sentença, Fabiene Dubal, mãe de Brayan, confirmou que reconheceu Douglas como um dos três homens envolvidos no ataque. Ela ratificou que o trio entrou armado na casa da família enquanto um quarto homem aguardava os criminosos em um carro.

Ao lado do esposo Alexandre, ela acompanhou todo o julgamento. Sob forte emoção, confirmou que a pena imposta a um dos executores representa apenas uma parte do que considera justiça pela morte do seu filho.

“Apesar do advogado de defesa tentar me descredibilizar diante do júri, ele foi condenado. Essa condenação foi só parte da justiça, agora precisamos que os outros dois sejam punidos”, afirmou a mãe de Brayan.

Alexandre e Fabiene, pais de Brayan, acompanharam o julgamento. Foto: Ticiano Kessler / Litoral na Rede

O crime

O assassinato de Brayan ocorreu na noite de 7 de agosto de 2022, em uma residência no município de Imbé. Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o acusado teria invadido a casa acompanhado de outros dois homens ainda não identificados.

O grupo procurava um homem que estaria no local e que teria ligação com um homicídio ocorrido dias antes em Capão da Canoa. Durante a ação criminosa, os invasores efetuaram mais de 50 disparos em direção aos fundos da residência.

Brayan Vidal Ferreira foi atingido na cabeça e morreu. O pai da criança também foi baleado no braço, mas sobreviveu.

Caso gerou comoção

O crime teve grande repercussão no Litoral Norte e provocou profunda comoção na comunidade. A família da criança deixou Imbé após a tragédia, relatando dificuldades para continuar vivendo na cidade onde ocorreu o assassinato.

Quase três anos e meio após o crime, o julgamento representou um momento aguardado pela família, que buscava respostas e justiça pela morte do menino. A investigação apontou que os criminosos teriam invadido a residência em busca de outra pessoa, mas acabaram atingindo a criança durante o ataque armado.

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