Justiça condena padre por estupro de vulnerável no RS

Justiça condena padre por estupro de vulnerável no RS

Investigação apontou que religioso também armazenava material de abuso sexual infantil

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Foto: MiamiAccidentLawyer / Pixabay / Ilustração

Um homem de 44 anos que atuava como padre foi condenado pela Justiça a 18 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de estupro de vulnerável e armazenamento de material de abuso sexual infantil. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Criminal de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

A condenação envolve uma menina de 9 anos. Conforme a investigação, os crimes ocorreram entre maio e agosto de 2024, período em que a vítima passou a frequentar a igreja após sua família ser acolhida em um espaço ligado à paróquia durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.

Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o então sacerdote Diego da Silva Correa construiu uma relação de proximidade com a criança, que passou a frequentar regularmente a casa paroquial. A acusação sustenta que ele se aproveitou da confiança conquistada para praticar os abusos.

Durante as investigações, policiais cumpriram mandado de busca na residência utilizada pelo religioso e localizaram dispositivos eletrônicos contendo arquivos de abuso sexual infantil.

Na sentença, a juíza Andreia da Silveira Machado destacou que o conjunto de provas produzido ao longo do processo sustentou a condenação. A magistrada ressaltou que o relato da vítima foi corroborado por laudos periciais e demais elementos reunidos durante a apuração.

A juíza considerou agravante o fato de o condenado exercer a função de sacerdote e ter utilizado a posição de confiança que ocupava junto à comunidade para se aproximar da vítima.

Investigação

A investigação teve início após a menina ser retirada da guarda da mãe por suspeita de maus-tratos. Ao passar a viver com familiares, ela relatou os abusos, dando origem ao inquérito policial.

Diego da Silva Correa foi preso preventivamente em dezembro de 2024. Antes disso, chegou a ser detido em flagrante após a apreensão dos dispositivos eletrônicos, mas acabou liberado em audiência de custódia. Na mesma época, foi afastado das atividades religiosas.

O processo tramita em segredo de justiça. O promotor Fernando Sgarbossa informou que o Ministério Público irá recorrer da sentença para buscar o aumento da pena aplicada ao condenado.

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