
Quase seis anos após o crime, a justiça condenou a 20 anos de prisão o acusado de matar um homem de 44 anos com um golpe de faca na beira-mar de Tramandaí. À época, a investigação concluiu que a vítima foi morta por ser homossexual.
Maik Rossete, de 25 anos, foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Tramandaí pelos crimes de homicídio qualificado e roubo. A sessão ocorreu na última quinta-feira (10), no Foro da Comarca local.
Segundo a acusação, além do garçom Jorge Henrique de Jesus Farias, de 44 anos, ele assaltou um motorista de um ônibus de excursão. O homem também foi ferido com golpes de faca e teve o telefone celular roubado. Os crimes ocorreram em sequência, em fevereiro de 2017, nas proximidades do Terminal Turístico.
De acordo com a acusação, o réu teria percebido que Farias era homossexual e, por isso, descontente com a opção sexual da vítima, a golpeou com uma faca. Mesmo socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), o garçom não resistiu.
Os jurados acataram a tese da acusação de que o crime foi cometido com as qualificadoras de motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima – golpeada de surpresa.
Com o veredito dos jurados, o juiz Gilberto Pinto Fontoura, que presidiu o júri, definiu a pena de Maik Rossete em 20 anos de reclusão, sendo 16 anos pelo homicídio e quatro pelo roubo.
Relembre o caso
A homofobia foi a motivação do assassinato de um homem, no dia 05 de fevereiro de 2017, na beira da praia de Tramandaí. Maik Rossete, autor confesso do crime, foi preso por agentes da Delegacia de Polícia da cidade. Na época, ele afirmou ao delegado Paulo Perez que matou a facadas o garçom João Henrique de Jesus Farias, de 44 anos, porque ele seria homossexual.
O assassino é morador de Tramandaí e foi preso em casa, na zona sul da cidade, depois de denúncias encaminhadas à Polícia Civil. Ele também assaltou e golpeou com uma faca a mão e o abdómen de um motorista de ônibus de excursão, que ainda teve o telefone celular roubado.
O garçom, que caminhava na beira da praia quando foi esfaqueado, chegou a ser socorrido, mas morreu na noite seguinte, no Hospital de Tramandaí. João Henrique morava em Porto Alegre. Ele estava em Tramandaí para visitar familiares e participar da festa de aniversário de sua mãe.










