
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul, por meio da Inspetoria Veterinária, investiga um possível foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em Torres, no Litoral Norte. Segundo o órgão, foram coletadas amostras de dois leões-marinhos e um lobo-marinho, que encalharam na orla do município e o Estado aguarda o resultado do exame.
A Prefeitura de Torres informou sobre a localização de um leão-marinho encalhado na Praia do Molhes, nessa segunda-feira (09). O caso foi atendido pelas equipes do ICMBio e Inspetoria Veterinária.
Devido à suspeita de contaminação, o Município orienta que qualquer encalhe siga o protocolo de segurança, sendo considerado, portanto, como possivelmente positivo para H5N1. Também recomenda que as pessoas não se aproximem de animais marinhos na orla, e, que principalmente, não levem seus pets para a beira da praia com a finalidade de evitar contato com animais encalhados.
O Litoral Norte não tem nenhum caso confirmado de Influenza Aviária. Diagnósticos positivos ocorreram em praias do Litoral Sul do Estado.
Focos confirmados

O RS tem dois focos de Influenza confirmados em mamíferos marinhos: um no Cassino, em Rio Grande, e outro em Hermenegildo, em Santa Vitória do Palmar. Segundo a Seapi, até o momento, foram encontrados 102 animais mortos ou doentes.
Nos locais onde houve a confirmação foram nove leões-marinhos e três lobos-marinhos na praia do Cassino, em Rio Grande; 29 leões-marinhos e 25 lobos-marinhos em Hermenegildo, em Santa Vitória do Palmar.
Além disso, foram encontrados animais mortos em outras cidades do litoral gaúcho, mas devido o estado de decomposição adiantado não é indicado coletar. Foram 10 leões-marinhos em São José do Norte; quatro leões-marinhos em Palmares do Sul; um leão-marinho em Pinhal; um leão-marinho em Tavares; 15 lobos-marinhos e um leão-marinho em Mostardas; e um lobo-marinho em Imbé.
A Seapi ressalta que as notificações não alteram a condição sanitária do Estado e do país e que não há registro da doença na avicultura comercial. Segundo a diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), Rosane Collares, o Serviço Veterinário Oficial (SVO) está atendendo a todas as notificações que são registradas e dando suporte e alinhando as ações necessárias junto aos municípios.
“Nossa maior recomendação, e pedido neste momento, é que as pessoas não se aproximem e nem mexa em animais marinhos que forem encontrados nas praias gaúchas. A influenza é uma doença viral altamente contagiosa que no contato com o animal sintomático pode haver a possibilidade de contágio de humanos”, ressalta.
Avise se encontrar animais com sintomas
Todas as suspeitas, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou através do WhatsApp (51) 98445-2033. O canal funciona sete dias por semana, 24 horas por dia.










