
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro, do Departamento Estadual de Investigações Criminais, com o apoio das Polícias Civis de Rio de Janeiro e São Paulo, deflagrou na manhã desta terça-feira (15) a Operação Imperatore. O objetivo da operação é a busca de outras provas e elementos de prova, além das que já constam no pertinente inquérito policial, sobre investigação da prática, em tese, dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e das contravenções penais de jogo do bicho e jogo de azar.
De acordo com a Polícia Civil, foram cumpridas 95 ordens judiciais, sendo elas o cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão (25 no Rio Grande do Sul, 3 no Rio de Janeiro e 1 em São Paulo), restrição de transferência de 24 veículos, entre esses vários de luxo, a indisponibilidade de 9 bens imóveis nas cidades de Porto Alegre, Xangri-lá e Rio de Janeiro (na Barra de Tijuca), além de outros que forem encontrados nos respectivos registros imobiliários, e bloqueio de contas de 33 investigados.
Os valores dos bens constritos, não computados os valores bloqueados em conta bancária, perfazem o montante de aproximadamente 17 milhões de reais. Celulares, anotações e controle de apostas de jogo do bixo, notebooks, dinheiro e documentos das empresas dos investigados foram apreendidos. O material apreendido será analisado para dar continuidade às investigações.



De acordo com o delegado Marcus Viafore, a operação é resultado de 1 ano e 4 meses de investigação, originária de informações que foram encaminhadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Conforme a investigação, há suspeitas da existência de um complexo esquema de reciclagem de capitais oriundos do jogo ilegal, liderado por um suspeito que atua há, pelo menos, duas décadas na prática contravencional.
Desde o início, segundo o delegado, descobriu-se que há intensa atividade envolvendo jogos ilegais por parte dos investigados. Da mesma forma, pelo que se viu, o líder da organização criou uma empresa em nome de sua esposa e filhas para “blindar” seu patrimônio, justamente para evitar que fosse alvo de investigações.
Além dessa empresa, o investigado é sócio ou administrador de fato (sem constar no quadro social) ou de direito, de mais cinco empresas, nas áreas de depósito de mercadorias ou móveis para terceiros, agenciamento e gestão de carreira de jogadores de futebol, locação de veículos e agenciamento de atores para fornecimento de figurantes e atuação para produções de TV, cinema e publicidade, esta última com sede na cidade de Rio de Janeiro/RJ, as quais transacionam entre si.
Marcus Viafore informou também que há indícios de que essas empresas são usadas para lavar o capital sujo dos jogos ilegais. Essa organização é composta por um líder, operador financeiro, gerente da banca, laranjas e diversos arrecadadores.










