Hospital de Torres realiza procedimento inédito que pode ajudar na recuperação de lesões na medula

Hospital de Torres realiza procedimento inédito que pode ajudar na recuperação de lesões na medula

Aplicação experimental de polilaminina foi realizada em paciente do Litoral Norte e marca avanço na medicina regenerativa no RS

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Foto: Divulgação / ASCOM / IBSaúde

O Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres, realizou um procedimento inovador que pode representar um avanço importante no tratamento de lesões na medula espinhal. A intervenção utilizou a aplicação intramedular experimental de “polilaminina”, sendo o segundo caso do tipo realizado no Rio Grande do Sul.

A técnica foi aplicada em um paciente morador de Arroio do Sal, com histórico de lesão medular. Segundo o Instituto Brasileiro de Saude, Ensino, Pesquisa e Extensao para o Desenvolvimento Humano (IBSaúde), que administra a unidade hospitalar, a intervenção abre uma nova perspectiva dentro da medicina regenerativa, área que busca recuperar funções do organismo a partir de terapias avançadas.

O procedimento foi conduzido pelo neurocirurgião Luiz Felipe Lobo Ferreira, com participação do médico pesquisador Olavo Borges Franco, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e da pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pela descoberta da substância.

O paciente chegou ao procedimento por meio do intermédio do médico Marlon Cenci e do ortopedista Mateus Vogado, que integra a equipe do hospital.

Com duração aproximada de uma hora, a intervenção foi realizada com rigor técnico e segurança. A partir de agora, o paciente inicia uma nova fase de reabilitação, com acompanhamento multiprofissional voltado à evolução clínica.

“Este marco reforça o compromisso do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes com a inovação, a excelência médica e o avanço contínuo da saúde na comunidade de Torres e região”, afirma o vice-presidente do Instituto IBSAUDE, Vinícius Medeiros.

Sobre a polilaminina

A polilaminina é uma substância derivada da laminina, proteína naturalmente presente na matriz extracelular do corpo humano, responsável por auxiliar na adesão, crescimento e regeneração celular.

Estudos experimentais conduzidos por pesquisadores brasileiros, incluindo equipes da UFRJ, indicam que a polilaminina pode favorecer a regeneração de neurônios e a reconexão de circuitos nervosos danificados, especialmente em casos de lesão medular.

Embora os resultados iniciais sejam promissores, a técnica ainda está em fase experimental e segue sendo avaliada em estudos clínicos para comprovar sua eficácia e segurança em larga escala.

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