Homem que transportava raia-viola, ameaçada de extinção, é preso em Palmares do Sul

Homem que transportava raia-viola, ameaçada de extinção, é preso em Palmares do Sul

Ação da Brigada Militar resultou na apreensão de mais de 100 quilos de pescado proibido
Mais de 100 quilos de pescado ilegal foram apreendidos. Foto: Divulgação / Patram

A Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram) de Tramandaí prendeu um homem e apreendeu mais de 100 quilos de pescado proibido durante uma ação de combate à caça e pesca ilegais em Palmares do Sul, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, na manhã dessa sexta-feira (25).

Os policiais realizavam abordagens a veículos que passavam pelo km 160 da RSC-101, no distrito palmarense de Frei Sebastião, quando decidiram fiscalizar uma caminhonete Hilux que era conduzida com um reboque atrelado.

Ao constatar o transporte irregular de pescado beneficiado e também de peixes proibidos, os PMs da Patram deram voz de prisão ao condutor do veículo, que foi conduzido até a Delegacia de Polícia de Palmares do Sul, onde o caso foi registrado.

Na DP, foram contabilizados 75 quilos de pescado, seis quilos de peixe-rei, 15 quilos de raia-viola e uma raia-viola beneficiada de seis quilos, ambas espécies em extinção, e mais uma corvina de quatro quilos, totalizando 106 quilos de pescado apreendidos.

A Vigilância Sanitária foi acionada e constatou que todos os peixes apreendidos estavam impróprios para o consumo humano. O material foi doado ao Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), para alimentação dos animais marinhos atendidos pelo órgão.

A polícia não informou dados sobre o homem preso.

Fiscalização ocorreu no km 160 da RSC-101. Foto: Divulgação / Patram

Prática ilegal

Segundo a Patram, a pesca da raia-viola (Pseudobatos horkelii) é proibida no Brasil desde 2004. A captura e a comercialização da espécie são vedadas devido ao risco de extinção.

O órgão lembra ainda que a captura de algumas espécies de raias é considera crime ambiental e pode resultar em prisão.

Material apreendido foi doado ao Ceclimar. Foto: Divulgação / Patram

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