
O Tribunal do Júri da Comarca de Tramandaí irá julgar, nesta quinta-feira (14), às 9h, um homem acusado de matar a companheira a facadas em Imbé. O crime aconteceu em 13 de janeiro deste ano e réu está preso preventivamente.
Sandro Ismael Alves da Silva, de 35 anos, é acusado de assassinar Mirnes Aparecida de Lima Martins, de 31 anos, com mais de 25 golpes de faca. Ele responde pelo crime de feminicídio, com qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia ainda aponta que o crime foi cometido na presença de duas crianças, filhas do casal.
O julgamento será presidido pelo juiz Gilberto Pinto Fontoura, titular da 1ª Vara Criminal de Tramandaí. Atuará pelo Ministério Público o promotor de Justiça, André Luiz Tarouco, e a defesa será conduzida pelos advogados Anderson Borba da Silva, Francisco Fernandes Goulart e Natali Manfro Jovino.
Estão previstas as oitivas de uma testemunha de acusação e duas de defesa. A previsão é de que o júri se estenda por todo o dia.
O caso
Conforme denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu no dia 13 de janeiro deste ano, por volta das 2h30min da madrugada, dentro da residência do casal, localizada na rua Cruz Alta, em Imbé. Após uma discussão, o acusado teria se armado com uma faca e desferido diversos golpes contra a companheira, atingindo várias partes do corpo.
As filhas da vítima, de 5 e 6 anos, estavam na residência. O episódio, conforme o MP, ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar, uma vez que, na noite anterior, a vítima havia solicitado medida protetiva, conforme registro policial. Ainda de acordo com a denúncia, o crime teria sido motivado por suspeita de traição.

Ao amanhecer, o homem apresentou-se espontaneamente à Delegacia de Polícia e confessou o crime. A denúncia foi recebida pela Justiça no dia 25 de fevereiro e o acusado foi pronunciado em 3 de junho, sendo encaminhado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Ele está atualmente preso preventivamente na Penitenciária Modulada de Osório/RS.
Defesa
A banca do escritório Emerim e Silva Advocacia afirmou que “vamos sustentar legítima defesa com excesso pela violenta emoção”. O advogado Anderson Borba da Silva diz que “foi uma situação em que o pai cometeu o crime para salvar os filhos do casal”.










