
O Tribunal do Júri de Osório condenou, nesta quarta-feira (8), Marco do Nascimento Falavigna, de 39 anos, pelo feminicídio da companheira, a servidora pública aposentada Nara Denise dos Santos, de 61 anos. O crime aconteceu em janeiro de 2024, no bairro Sul-Brasileiro.
Os jurados acataram na íntegra a acusação do Ministério Público, realizada pelo promotor de Justiça Sávio Vaz Fagundes, e condenaram o réu por feminicídio por asfixia e motivo fútil, além de ocultação de cadáver. O corpo da vítima foi encontrado concretado dentro de uma geladeira da residência.
A sentença da juíza Liane Caminha Gorini estabeleceu pena de 28 anos e 10 meses de reclusão, sendo 26 anos e 6 meses pelo feminicídio e 2 anos e 4 meses pelo crime de ocultação de cadáver. O condenado, que estava preso preventivamente, voltou ao sistema penitenciário, já que não obteve o benefício de responder em liberdade.
O júri popular iniciou às 9h30 e se estendeu até o fim da tarde no Foro de Osório.
O feminicídio em 2024
O corpo de Nara Denise foi encontrado concretado dentro da geladeira da casa onde ela vivia, no bairro Sul-Brasileiro, em Osório, no fim da madrugada de 6 de janeiro de 2024. Inicialmente, o réu procurou a Brigada Militar (BM) na cidade de Imbé e contou que havia encontrado a companheira morta.
Policiais o acompanharam até a residência na Rua Pinheiro Machado, em Osório, onde confirmaram o relato. Ele confessou a autoria do crime, sendo preso e autuado em flagrante.
Quem era a vítima
Nara Denise dos Santos, de 61 anos, era servidora pública aposentada. Atuou por mais de 20 anos no setor administrativo da Prefeitura de Osório e, em função da forte ligação com causas sociais, ingressou na militância política.
Ela concorreu por duas vezes ao cargo de vereadora — a última em 2020, quando fez 108 votos pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). Pretendia, inclusive, colocar seu nome à disposição da legenda para as eleições municipais de 2024, ano em que foi assassinada.
Outras condenações por feminicídio no Litoral Norte
Nas últimas semanas do mês de março, outros dois réus foram condenados por feminicídios no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Ambos foram julgados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Tramandaí, em sessões presididas pelo juiz Gilberto Pinto da Fountoura, e com acusação do promotor de Justiça André Luiz Tarouco.
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