
“Ficamos em estado de choque”. Resumidamente foi assim que ficaram os colaboradores da Cooperi (Cooperativa de Reciclagem de Tramandaí) que encontraram nessa terça-feira (18), um bebê morto dentro de um saco de lixo. A frase é do reciclador Dierson Paulo da Silva, de 52 anos de idade, que presenciou o fato triste e bárbaro, que deixou todos emocionados e com raiva.
Em entrevista ao Litoral na Rede, Dierson disse que atua há 23 anos como reciclador e este caso é o que mais lhe chamou atenção. “Estávamos encerrando o expediente. Trabalhamos das sete às sete. Um colega me chamou e disse que tinha achado uma boneca. Ele viu um bracinho e achou que era uma boneca. Minha esposa vende em brechó brinquedos e roupas, o que dá para aproveitar. Por isso, ele me chamou. Fui lá, e abrimos o saco de lixo e levamos um susto. A gente não queria acreditar. Era uma menina, recém-nascida”, contou ele.
Após encontrarem o bebê, as forças de segurança foram acionadas e posteriormente o local foi isolado para a realização da perícia. O reciclador contou que muitos foram ao choro, principalmente as mulheres. “Ficamos revoltados e indignados. A emoção tomou conta de todos. É muita crueldade. O bebê estava com o cordão umbilical. Acho que nasceu ontem. Os caminhões de lixo vêm de vários municípios da região”, informou Dierson.
O reciclador lembra que outro fato que lhe chamou a atenção nestes longos anos de trabalho, foi o encontro de um crânio de uma criança. “Encontramos um crânio de criança. Isso faz mais ou menos 18 anos. Mas acho que era de cemitério, pois era na semana dos finados”, lembrou Dierson que contou também que na reciclagem ele e os colegas já encontraram muitas coisas inusitadas, como dinheiro, relógios, celulares, alianças e correntes de ouro.
A cooperativa fica localizada na Estrada da Estância, no Distrito Estância Velha, zona rural da cidade e funciona junto ao aterro municipal.










