
A Fundação Hospital Getúlio Vargas (FHGV), que administra o Hospital de Tramandaí, buscas reverter decisão liminar da Justiça do Trabalho que impede novas nomeações de profissionais a partir do processo seletivo iniciado em março deste ano. A ação foi movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que também solicitou a demissão dos funcionários que já foram contratados, questão que ainda não foi avaliada pelo Poder Judiciário.
Na última semana, houve uma audiência de conciliação e a direção da FHGV argumentou que não há nenhum caso concreto apresentado pelo MPT de candidato reprovado na seleção devido ao exame psicológico, etapa que é questionada pelos procuradores. O diretor de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas da Fundação, Alex Borba dos Santos, afirmou ao Litoral na Rede que todo o esforço está sendo feito para que a seleção não perca a validade. “Suspender o concurso significaria fechar o hospital”, alertou Santos.
Segundo o diretor, a FHGV demonstrou à Justiça do Trabalho disposição em reavaliar os testes psicológicos de profissionais que teriam sido reprovados nesta etapa do processo seletivo. De acordo com o procurador do Trabalho Ivo Eugênio Marques, a avaliação é ilegal. “Não há previsão legal para a avaliação psicológica em relação aos empregos objeto do mencionado concurso público”, explica ele.
Até agora 28 profissionais aprovados no processo seletivo deste ano foram contratados. Outros 12 estão em processo de contratação, aguardando a decisão da Justiça para começarem a trabalhar no Hospital de Tramandaí.










