Festival de Aves Migratórias é cancelado devido a focos de Influenza Aviária no Litoral do RS

Decisão foi anunciada pela Prefeitura de Mostardas e pelo ICMBio

Compartilhe

Aves Migratórias, Parque Nacional da Lagoa do Peixe. Foto: João Batista Cardoso / ICMBio / Arquivo

Com confirmação de focos de Influenza Aviária no Litoral do Rio Grande do Sul, o XVI Festival Brasileiro das Aves Migratórias não será realizado em 2023. O evento estava previsto para acontecer no fim deste mês em Mostardas. A decisão pelo cancelamento foi tomada para prefeitura em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pelo Parque Nacional da Lagoa do Peixe.

“Infelizmente, tivemos que tomar a difícil decisão de cancelar o XVI Festival Brasileiro das Aves Migratórias, devido ao surgimento de animais marinhos infectados com influenza aviária em áreas próximas à nossa região”, diz comunicado conjunto.

Os municípios de Mostardas e Tavares, onde fica o Parque Nacional e são realizadas atividade do festival, não tiveram confirmação de nenhum caso positivo para o vírus H5N1. No entanto, exames de laboratório, realizados nas últimas semanas, apontaram três focos das doenças em mamíferos marinhos no Litoral Gaúcho: em Torres, no Litoral Norte, e em Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, no Litoral Sul.

“A realização do evento, que tem como foco a educação ambiental com crianças, palestras e o turismo de observação de aves em campo, gera preocupação significativa para a gestão da Unidade de Conservação, para a instituição ICMBio, e também para o poder público municipal”, afirmam as instituições.

Lagoa do Peixe

O Parque Nacional da Lagoa do Peixe é uma área de preservação ambiental de 36.721 hectares, refúgios de animais marinhos e aves nos municípios de Mostardas e Tavares, no Litoral do Rio Grande do Sul. É reconhecido internacionalmente pela UNESCO por sua importância para a sobrevivência da vida no Planeta.

Um conjunto de ecossistemas, entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico, é um berçário para o desenvolvimento de espécies marinhas, como camarão-rosa, tainha e linguado. Além disso, já foram catalogadas mais de 270 espécies de aves, sendo 35 delas migratórias. Em suas longas viagens, elas param no parque, onde descansam e encontram farta alimentação.

Entre as espécies migratórias que passam pela região está o maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus), que viaja todos os anos do norte ao sul do Planeta, e que é considerada ameaçada de extinção. A ave símbolo do parque é flamingo, que vem do Chile todos os anos, em busca de descanso e alimento no refúgio da costa gaúcha.

Compartilhe

Postagens Relacionadas