Facção lavava dinheiro do tráfico com aluguel de imóveis no Litoral

Facção lavava dinheiro do tráfico com aluguel de imóveis no Litoral Norte

Operação da Polícia Civil prendeu líderes do grupo criminoso em Capão da Canoa e Tramandaí; agentes apreenderam armas e carro blindado

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Onze pessoas foram presas a Operação, duas deles no Litoral Norte. Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil (PC) descobriu um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas com aquisição e aluguel de imóveis no Litoral Norte por integrantes de uma facção criminosa. A Operação Litus, deflagrada na manhã desta terça-feira (06), prendeu líderes do grupo criminoso em Tramandaí e Capão da Canoa.

O portal Litoral na Rede apurou que um dos alvos foi capturado em uma residência em Nova Tramandaí. Com ele, os policiais apreenderam duas armas, uma pistola 9 milímetros e uma espingarda, e encontraram um automóvel blindado. Em Capão da Canoa, outro integrante da facção foi preso em um condomínio de alto padrão.

A investigação, realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas, na Grande Porto Alegre, cumpriu ainda mandados de busca e de prisão em Imbé, Canoas, Alvorada, Portão, Arroio dos Ratos, Charqueadas, Palmitos/SC e São José/SC.

Ao todo, 11 pessoas foram presas. Cerca de 150 policiais civis cumpriram 75 medidas cautelares. Além de prisões preventivas e apreensões, foram realizados bloqueios de contas bancárias, quebras de sigilo bancário e fiscal e indisponibilização de bens móveis e imóveis.

Ao Litoral na Rede, o delegado Gustavo Bermudes, titular da Draco de Canoas, relatou que os criminosos investiram dinheiro proveniente do crime em casas e terrenos no Litoral Norte. Segundo ele, alguns desses imóveis eram destinados para uso próprio, entre eles as casas onde ocorreram prisões em Tramandaí e Capão da Canoa. Outras eram locados por plataformas digitais, como Airbnb.

“Apurou-se, ainda, que o principal investigado adquiriu um terreno em condomínio de alto padrão em Tramandaí, onde pretendia estabelecer residência e conviver próximo a autoridades públicas e políticas de destaque no cenário do Estado”, disse Bermudes.

Moto aquática e carro apreendidos em Capão da Canoa. Foto: Polícia Civil

A organização criminosa

A investigação, que se estendeu por cerca de um ano, teve início após a prisão de dois criminosos por porte de arma de fogo de calibre restrito, em março de 2024, no município de Osório. A partir desta ação, a Polícia Civil contatou que os integrantes pertencem a uma facção originária do bairro Bom Jesus, em Porto Alegre, com atuação consolidada em Canoas e no Litoral Norte. O grupo tem envolvimento em crimes como homicídio, tráfico de drogas e extorsão.

“O êxito da investigação está no fato de trazer resultados preventivos, frustrando a audácia dos criminosos de alta periculosidade, negociantes de armas com forte atuação no tráfico de drogas, extorsão e agiotagem que pretendiam com a lavagem de dinheiro adquirir estilo de vida em ambiente próximo de autoridades públicas e empresários que residem no litoral gaúcho”, disse o diretor 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Canoas, delegado Cristiano Reschke.

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