Ex-servidora de creche de Imbé é presa por agredir criança de 1 ano e 8 meses

Ex-servidora de creche de Imbé é presa por agredir criança de 1 ano e 8 meses

Mulher teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e o mandado foi cumprido quando ela compareceu à delegacia para prestar depoimento

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Menino ficou com marcas na mão e no peito. Foto: Reprodução / Arquivo pessoal

A Polícia Civil prendeu preventivamente, na tarde desta terça-feira (14), uma mulher de 23 anos acusada de agredir um menino de 1 ano e 8 meses em uma escola de educação infantil da rede municipal de Imbé. O caso aconteceu no fim de março, quando a Secretaria de Educação afastou a investigada e outras duas funcionárias que trabalhavam na mesma sala.

De acordo com o delegado Alexandre Souza, a mulher havia saído do Litoral Norte e era considerada foragida. “Logo depois do caso, da dimensão que o caso tomou, ela saiu da cidade. A gente tinha informações de que ela estava na cidade de Novo Hamburgo. Já estávamos levantando locais para ir até lá e cumprir essa prisão, mas não precisou porque hoje ela se apresentou”, detalhou o delegado ao portal Litoral na Rede .

Além das marcas no corpo da criança, as imagens do sistema de monitoramento da escola e os depoimentos colhidos embasaram a investigação. O inquérito apura o crime de maus-tratos a menor, com o agravante de a vítima ter menos de 14 anos.

O caso veio à tona após a mãe do menino identificar lesões no corpo do filho, que estava em fase de adaptação na Escola Chapeuzinho Vermelho. Ela procurou a direção, que confirmou a suspeita de agressão e registrou ocorrência policial.

“A prova principal realmente é a imagem, que mostra ela colocando a criança de uma forma agressiva, umas três ou quatro vezes no chão para sentar, e depois acaba batendo a cabeça da criança na parede. Temos também os laudos periciais que demonstram as lesões”, afirmou Alexandre Souza.

Sobre as outras duas servidoras que presenciaram a agressão ao menino, Souza explicou que as condutas seguem sendo apuradas no inquérito. “A gente tem dez dias para fechar o inquérito. Elas todas são garantidoras e, como tal, têm o dever jurídico de evitar o resultado. Estamos agora com muita cautela para não cometer uma injustiça nem com a vítima, nem com os suspeitos”, afirmou.

Demissão e afastamentos

De acordo com a Prefeitura de Imbé, três profissionais atuavam na sala onde ocorreu a agressão — duas concursadas e uma contratada. A servidora contratada foi demitida e as duas concursadas foram afastadas preventivamente por 30 dias. Foi instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que ainda está em andamento.

Investigada nega agressão

Segundo o delegado, em depoimento, a mulher negou as agressões e disse que apenas conteve a criança. “Ela alegou que conteve de uma forma mais rígida a criança porque ela estava muito agitada. Negou as agressões e disse que apenas a conteve e que, depois, a criança acabou batendo a cabeça sozinha”, informou Souza.

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